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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

O Arquivo do Dia #101 — "Cinema Demencial" em Veneza



Em 1968, Veneza transforma-se no palco de todas as discórdias, numa edição marcada pelos ventos do Maio de 68 que ainda se faziam sentir por toda a Europa política e cultural: o início é adiado durante dois dias, fruto de protestos e apelos de boicote ao certame por comunistas e socialistas; no dia da inauguração, o Lido é ocupado por forças policiais; decide-se pela autogestão do Festival; erguem-se cartazes que clamam "Biennale Fascista" e "Veneza Burguesa"; Roberto Rossellini, Liliana Cavani e Bernardo Bertolucci recusam projectar os seus filmes, e Pier Paolo Pasolini só aceita, à última da hora, a inclusão de TEOREMA na Competição Internacional.

Entre diversas manifestações de protesto — como o hoje destacado, da autoria da produtora Unitelefilm, que registou o encolerizado ambiente antes da abertura do Festival —, o Leão de Ouro foi atribuído a Alexander Kluge por ARTISTS UNDER THE BIG TOP: PERPLEXED. Para a história, este é o Festival que mereceu, pelos jornalistas então presentes, o epíteto de "cinema demencial".



[Fontes: Unitelefilm / Archivio Audiovisivo del Movimento Operaio e Democratico].
[Imagem: Michelangelo Pistoletto / Terri Maxfield Lipp].

terça-feira, 4 de setembro de 2018

O Arquivo do Dia #99 — Veneza, 1958



No Festival de Veneza de 1958, e numa Competição composta por obras como EN CAS DE MALHEUR (Claude Autant-Lara), LES AMANTS (Louis Malle), GOD'S LITTLE ACRE (Anthony Mann) e LA SFIDA (Francesco Rosi), o júri presidido por Jean Grémillon consagrou Hiroshi Inagaki, pelo seu MUHOMATSU NO ISSHO, com o Leão de Ouro para Melhor Filme.

As câmaras da British Pathé, a cujos arquivos hoje recorremos, capturaram os principais momentos da cerimónia de entrega de prémios, onde, para além de Inagaki, subiram ao palco Sophia Loren, Louis Malle, Francesco Rosi e David Lean (em representação do ausente Alec Guinness, Melhor Actor por THE HORSE'S MOUTH).

[Fonte: British Pathé].
[Imagem: Getty Images / Vogue Paris.

domingo, 2 de setembro de 2018

O Arquivo do Dia #97 — Veneza, 1955



De 25 de Agosto a 9 de Setembro de 1955, a 16ª edição do Festival de Veneza acolheu uma Competição Internacional formada por títulos como ORDET (Carl Theodor Dreyer, que arrecadaria o Leão de Ouro para Melhor Filme), LE AMICHE (Michelangelo Antonioni), THE BIG KNIFE (Robert Aldrich) e YÔKIHI (Kenji Mizoguchi), Curd Jürgens e Kenneth More partilharam a Taça Volpi, e o Prémio de Realização distribuído por Antonioni, Wolfgang Staudte, Samson Samsonov e Robert Aldrich.

As objectivas da British Pathé foram uma das principais testemunhas do ambiente do Festival daquele ano, registando as presenças, no Lido, do estrelato de Sophia Loren, Marina Berti, Richard Todd, Marie Marcelli, Olivia de Havilland ou Pablito Calvo, assim como de delegações oriundas do Japão e da Índia que anunciavam a chegada à Europa das suas respectivas filmografias.



[Fonte: British Pathé].
[Imagem: High Low Vintage].

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

O Arquivo do Dia #94 — Memórias do Festival de Veneza



No dia em que arranca a 75ª edição do Festival de Veneza, resgatamos, dos arquivos do Istituto Luce Cinecittà, este pertinente "apanhado" de imagens recolhidas ao longo de quatro décadas de história do certame.

Desde as suas origens, em 1932, sob a égide do governo de Benito Mussolini, e culminando na liberdade humana e criativa que invadiu o Lido até à década de 70, os sete minutos que compõem o Arquivo de hoje são a aprazível recordação de que, com o Cinema, o Festival de Veneza também viveu sempre das suas estrelas, do ambiente citadino, de uma magia para além da exibida no grande ecrã.



[Fonte: Istituto Luce Cinecittà].
[Imagem: Leopoldo Pietragnoli / TIMER Magazine].

domingo, 3 de setembro de 2017

Veneza 2017: O Restauro de ENCONTROS IMEDIATOS DO 3º GRAU



Apresentação do restauro de ENCONTROS IMEDIATOS DO 3º GRAU, de Steven Spielberg, na secção Venice Classics do Festival de Veneza.

Filme restaurado pela Sony Pictures, sob a supervisão de Grover Crisp. Este artigo do Hollywood Reporter, publicado recentemente, detalha as fontes e o método do restauro.



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

CINEMA FUTURES: a Nostalgia da Película e o Nosso Futuro Digital




No momento em que a projecção em película é cada vez mais rara, CINEMA FUTURES, documentário realizado por Michael Palm, relança o debate entre a nostalgia do analógico e os avanços da "revolução digital".

Are the world’s film archives on the brink of a dark age? Are we facing the massive loss of collective audiovisual memory? Is film dying, or just changing?

Excerto 1 — "Índia":


Excerto 2 — "70mm":


Excerto 3 — "O Estúdio de Cinema Moderno":


Apresentação do filme, por Michael Palm e Alexander Horwath (director do Austrian Film Museum), na Secção Venice Classics do Festival de Veneza 2016:




segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Veneza 2016: John Ford e o Restauro de THE BRAT



No âmbito da Secção Venice Classics, Giulia D'Agnolo Vallan e Dan Kirk apresentam a versão restaurada de THE BRAT (1931), comédia Pre-Code realizada por John Ford.

Filme restaurado por The Film Foundation e Museum of Modern Art.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Venezia Classici



As celebrações do 80ª aniversário do Festival de Veneza, para além da exibição de dez raridades cinematográficas recentemente restauradas, contará também com um conjunto de sessões denominado de Venezia Classici, que apresentará versões melhoradas clássicos da Sétima Arte, abrangendo realizadores como Orson Welles, Howard Hawks e Ingmar Bergman.

Uma reunião apenas possível graças ao trabalho de uma série de associações e empresas ligadas ao ramo cinematográfico, unidas pela missão do Venezia Classici:

«Embora recentes, a promoção do acesso à e apreciação da enorme herança que os filmes clássicos representam já são um fenómeno de importância mundial. Até ao fim do século passado, a preservação e restauração de filmes antigos foram confiadas apenas a cinematecas e aos arquivos filmícos das principais instituições cinematográficas. Com o incremento da tomada de consciência de que a herança cinematográfica é um bem cultural merecedora de atenção como qualquer outra forma de expressão artística, e com a proliferação de plataformas de distribuição capazes de recuperar o valor de mercado a filmes que pareciam, há muito, ter ultrapassado a sua utilidade económica, assiste-se ao surgimento de um número cada vez maior de organizações que dedicam energia e recursos à restauração do cinema clássico.»

Entre os títulos a serem exibidos, destacam-se:

. O FANTASMA APAIXONADO (1947), de Joseph L. Mankiewicz, restaurado pela 20th Century Fox;

. CREPÚSCULO DOS DEUSES (1950), de Billy Wilder, restaurado pela Paramount Pictures;

. STROMBOLI (1950), de Roberto Rossellini, restaurado pelo Instituto Luce Cinecittà, Cineteca di Bologna e CSC-Cineteca Nazionale;

. OS HOMENS PREFEREM AS LOIRAS (1953), de Howard Hawks, restaurado pela 20th Century Fox;

. AS BADALADAS DA MEIA NOITE (1965), de Orson Welles, restaurado pela Cinemateca Espanhola;

. IL CASO MATTEI (1972), de Francesco Rosi, restaurado pela Cineteca di Bologna nos laboratórios L’Immagine Ritrovata em colaboração com a The Film Foundation, a Paramount Pictures e o Museo Nazionale del Cinema of Turin;

. PORCILE (1969), de Pier Paolo Pasolini, restaurado pela Cineteca di Bologna;

. ÀS PORTAS DO CÉU (1980), de Michael Cimino, restaurado pela Criterion (imagem em cima);

. FANNY E ALEXANDER (1982), de Ingmar Bergman, restaurado pelo Svenska Filminstitutet;

O programa completo do Venezia Classici pode ser consultado aqui.

[Fonte: indieWIRE.]

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sessão Especial #4



O Festival de Veneza celebra, no próximo mês de Agosto, 80 anos desde a sua fundação e, no âmbito da programação agora em planeamento, serão exibidas dez raridades cinematográficas (sete longas-metragens e três curtas) que passaram em edições anteriores do certame.

Restauradas pelos laboratórios L'Immagine Ritrovata, da Cinemateca de Bolonha, as cópias dos filmes desta retrospectiva (tanto em 35mm como em formato digital) serão propriedade da organização do Festival de Veneza.

Os filmes seleccionados são:

. THE LAST NIGHT (1936, Yuli Yakovlevich)

Realizado por um dos mais premiados realizadores "oficiais" do cinema Soviético, a Revolução de Outubro é mostrada através dos eventos na vida de duas famílias, uma de classe operária e a outra da classe média, no decorrer de uma noite: a "última" do velho mundo e a "primeira" do novo.

. DIEU A BESOIN DES HOMMES (1950, Jean Delannoy)

Os habitantes da ilha remota de Seil, assolada pelas tempestades do Oceano Atlântico, vivem a sua intensa espiritualidade de formas inusitadas. Conheceu a sua última exibição durante o Festival de Veneza de 1950.

. GENGHIS KHAN (1950, Manuel Conde e Salvador Lou)

Filme de aventuras, registou exuberantes paisagens naturais com parcos recursos mas exibindo ambição digna de Hollywood. Muitos dos filmes do seu co-director Manuel Conde, importante figura do cinema filipino, encontram-se perdidos.

. IL BRIGANTE (1961, Renato Castellani)

A cópia a partir da qual se procedeu ao seu restauro é a única versão conhecida deste filme, remontada pelo seu produtor, por razões comerciais, após a sua passagem por Veneza (onde arrecadou o prémio FIPRESCI). Baseado num romance de Giuseppe Berto, narra a história de um agricultor da Calábria falsamente acusado de homicídio.

. FREE AT LAST (1968, Gregory Shuker, James Desmond e Nicholas Proferes)

Produzido para o canal norte-americano de televisão PBS, recorre a um estilo de cinema-verité para documentar a Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade onde, em 1968, Martin Luther King proferiu as suas icónicas palavras «I have a dream». Extremamente raro.

. PAGINE CHIUSE (1968, Gianni Da Campo)

Filme injustamente esquecido, incorpora o espírito íntimo e subestimado dos jovens protestantes daquela época. Apesar da controvérsia que levantou, aquando da sua passagem pelo Festival em 1968, venceu, entre outros galardões, o Grande Prémio do Júri no Festival de Cannes do ano seguinte.

. -STRESS-ES TRES-TRES- (1968, Carlos Saura)

Road-movie que explora a condição e os anseios dos casais modernos, apresenta um estilo original, simultaneamente árido e onírico. Um dos primeiros filmes de Carlos Saura com Geraldine Chaplin, que seria a companheira do realizador durante muitos anos.

. PYTEL BLECH (1963, Věra Chytilová)

A miséria do quotidiano, o vazio existencial, a retórica pomposa e instrutiva do Comunismo a partir de um albergue para jovens. Documentário com momentos irónicos e grotescos, é um dos primeiros trabalhos de Věra Chytilová, figura incontornável da nova vaga do Cinema Checo dos anos 60.

. ZABLÁCENÉ MESTO (1963, Václav Táborský)

Durante a construção de um bairro em Praga, a lama é a principal preocupação dos cidadãos: uma sarcástica fantasia visual irónica sobre a ambígua — e, por vezes, absurda — política de desenvolvimento urbano e social na Checoslováquia dos anos 60.

. AHORA TE VAMOS A LLAMAR HERMANO (1971, Raoul Ruiz)

Retrato da primeira lei, promulgada por Salvador Allende, que reconheceu os índios Mapuche como cidadãos chilenos de pleno direito. As manifestações de alegria e os discursos dos índios são filmados com o talento visual e o gosto pelo experimental característicos de Raoul Ruiz.

(em cima, imagem de DIEU A BESOIN DES HOMMES)

[Fonte: Site oficial do Festival de Veneza.]