domingo, 24 de fevereiro de 2013

Bom Motivo para Acompanhar os Oscars



Chama-se Academy Film Archive, é responsável pela preservação de mais de 400 títulos — incluindo obras de autores como Cecil B. DeMille ou Saul Bass — e obtém grande parte do seu financiamento das receitas de audiências e publicidade da cerimónia anual dos Oscars.

Portanto, esta madrugada, ao assistirem à entrega dos prémios da Academia, poderão estar a contribuir para a preservação do(s) vosso(s) filme(s) favorito(s).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Nunca se Escreveu Tanto Sobre a Película



Sobre o futuro e morte da película, sobre a figura do projeccionista como profissão em extinção, sobre as implicações estéticas do 16mm, 35mm e 70mm: há opiniões de todos os géneros, e nenhuma sem menor interesse.

Uma lista de endereços para reflectir, dentro e fora d'O Síndroma do Vinagre:

R.I.P, THE MOVIE CAMERA: 1888-2011, Matt Zoller Seitz in Salon.

WITH 35mm FILM DEAD, WILL CLASSIC MOVIES EVER LOOK THE SAME AGAIN? Daniel Eagan, in The Atlantic.

MOVIE STUDIOS ARE FORCING HOLLYWOOD TO ABANDON 35mm. BUT THE CONSEQUENCES OF GOING DIGITAL ARE VAST, AND TROUBLING Gendy Alimurung, in LAWeekly.

THE SUDDEN DEATH OF FILM, Roger Ebert in Chicago Sun-Times.

SWEET EMULSION: WHY THE (NEAR) DEATH OF FILM MATTERS Scott Tobias, in A.V. Club.

KEANU REEVES: WHY I MADE A DOCUMENTARY ABOUT THE DIFFERENCES - AND AFFINITIES - BETWEEN DIGITAL AND CELLULOID, Keanu Reeves in The Guardian.

FILM IS DEAD? LONG LIVE THE MOVIES - HOW DIGITAL IS CHANGING THE NATURE OF MOVIES, A.O. Scott e Manohla Dargis in The New York Times.

DIGITAL VS FILM – A LEGITIMATE DEBATE?, Rory Macdowall in Reflect on Film.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

William Friedkin anuncia o Restauro de O COMBOIO DO MEDO



E o seu perfil do Twitter foi o meio escolhido para formalizar a notícia:



Para além de ficarmos inteirados sobre as excelentes condições de preservação dos negativos originais de O COMBOIO DO MEDO (1977), remake de LE SALAIRE DE LA PEUR (1953, Henri-Georges Clouzot) que conheceu diversas atribulações durante a sua produção, Friedkin também adianta que a responsável pelo restauro digital, e posterior comercialização do filme, não será a Criterion.

Aguardemos desenvolvimentos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Da Película para o Digital #8



O restauro de O HOMEM QUE SABIA DEMASIADO (1934), de Alfred Hitchcock, neste vídeo exclusivamente preparado para a edição em Blu-Ray lançada pela Criterion:



[Fonte: The Criterion Collection.]

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Clássicos Restaurados em Berlim



Com o Festival de Berlim a arrancar na próxima Quinta-Feira, o destaque vai para a secção Berlin Classics, inserida na Retrospective que, anualmente, apresenta uma série de filmes clássicos e (re)descobertas cinematográficas em todo o esplendor da imagem e som restaurados.

Este ano, os filmes restaurados são:

CABARET, ADEUS BERLIM (1972, Bob Fosse)


HÁ LODO NO CAIS (1954, Elia Kazan)


CHAMADA PARA A MORTE (1954, Alfred Hitchcock) — apresentação de versão digital em 3D


O ESTUDANTE DE PRAGA (1935, Arthur Robison)


VIAGEM A TÓQUIO (1953, Yasujiro Ozu)


Toda a informação relativa a oradores, horários e os detalhes de cada sessão disponíveis no site oficial do Festival de Berlim.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Retrato de Um Projeccionista



Profissão em risco de desaparecer, profissão solitária, profissão meticulosa, profissão de charme, profissão de memórias — o estatuto do projeccionista, sempre atento aos sons e processos da maquinaria que permite a magia da exibição de cinema em película, é tudo isto e mais aquilo assumido por quem escolhe esta ocupação.



Para ver e recordar, antes que desapareça.

[Fonte: Philip Bloom — Vimeo.]

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Oscars 2013 e o progressivo afastamento da película


Robert Richardson, director de fotografia nomeado por DJANGO LIBERTADO.

No que diz respeito a Oscars, a atenção d'O Síndroma do Vinagre está impreterivelmente focada nas nomeações para Melhor Fotografia. E 2013 revela-se fundamental para a análise da crescente influência do digital nas escolhas da Academia.

Não deixa de ser curioso observar que, dos cinco nomeados nesta categoria, os títulos rodados em película de 35mm estão em maioria:

. ANNA KARENINA (fotografado por Seamus McGarvey)
. DJANGO LIBERTADO (fotografado por Robert Richardson)
. LINCOLN (fotografado por Janusz Kaminski)

Os restantes nomeados — e aqui parece residir o favoritismo a arrecadar o Oscar — são:

. A VIDA DE PI (fotografado por Claudio Miranda, com recurso à câmara digital Arri Alexa)
. 007 — SKYFALL (fotografado por Roger Deakins, com recurso às câmaras digitais Arri Alexa e Red Epic)

Contudo, o nosso principal objecto de reflexão vai para os filmes que não foram nomeados. Curiosamente ou não, as obras que, durante 2012, mais investiram nas potencialidades da película enquanto ferramenta estética e/ou comercial:

. ARGO, de Ben Affleck, fotografado por Rodrigo Prieto que alternou, criativamente, quatro formatos diferentes: digital, Super 8, 16mm e 35mm;
. BEASTS OF THE SOUTHERN WILD, de Benh Zeitlin, fotografado por Ben Richardson num 16mm "naturalista";


. CLOUD ATLAS, de Tom Tykwer, Andy e Lana Wachowski, fotografado por Frank Griebe e John Toll em 35mm, num esforço para alcançar a "orgânica visual" da imagem;
. THE MASTER, de Paul Thomas Anderson, fotografado por Mihai Malaimare Jr. em fulgurante 70mm, tendo o filme sido várias vezes exibido nesse formato;


. O CAVALEIRO DAS TREVAS RENASCE, de Christopher Nolan, fotografado por Wally Pfister em 35mm e IMAX 65mm, o qual ganhou um Oscar em 2010 por A ORIGEM usando estas mesmas técnicas;
. MOONRISE KINGDOM, de Wes Anderson, fotografado por Robert Yeoman com a luxuosa película 16mm da Kodak;


. e SAMSARA, realizado e fotografado por Ron Fricke inteiramente em 70mm, durante quatro anos, em 25 países e cinco continentes.

A percepção da natureza visual dos títulos nomeados, e dos que ficaram de fora, revela-se um interessante exercício que permite tomar o pulso do "duelo" entre a película e o digital. E a sonegação, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, da criatividade gerada a partir da escolha do formato de origem de um filme — um dos principais critérios de selecção para o Oscar de Melhor Fotografia — não esconde qual dos lados está a dominar.

[Fonte: Tribeca — Future of Film.]

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Foco no Arquivo #1

Colóquios "Riscos do património / Um património em risco"



:: A CINEMATECA PORTUGUESA E A SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO CINEMATOGRÁFICO EM PORTUGAL ::

Qual a real importância do cinema como património cultural do país e qual a real importância de garantir a sobrevivência das obras? Que papel tem o património na actividade cinematográfica e que papel tem o Estado na área patrimonial? Que problemas novos se colocam com a implantação do digital? Que condições existem hoje para conservar o cinema e para dar a conhecer a história do cinema? O que é que a Cinemateca pode fazer e o que é que cabe à Cinemateca fazer? Este colóquio é o sinal de partida para um debate mais alargado, que não se dirige apenas à comunidade do cinema e, em última análise, não tem apenas a ver com o património cinematográfico. Falemos do que se está a passar com os filmes. Mas a nossa proposta é também que falemos mais, com conhecimento de causa da situação em cada sector, das questões transversais do património.

As intervenções iniciais caberão a Maria João Seixas, José Manuel Costa, Silvestre Lacerda, António da Cunha Telles e João Salaviza


[Quarta-feira, 18h30, Sala Félix Ribeiro / Entrada gratuita — é necessário levantar bilhete]