terça-feira, 27 de outubro de 2015

Bring back the projectionist!



"Digital might be more predictable, but the problem is you can no longer see the best version of the film. In other words, cinemas are taking the McDonald's approach: yeah, it's all a bit worse, but at least it's consistent."

Christopher Nolan, citado no artigo assinado por Robbie Collin para o The Telegraph, onde se advoga o regresso do projeccionista, se compara a infindável paleta de cores assegurada pela película em relação ao digital e de como rodar em 35mm é "uma das escolhas criativas mais essenciais que um cineasta pode tomar".

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Blockbuster em Película #5



STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA, de J.J. Abrams, rodado em película Kodak 35mm (Panavision Panaflex Millennium XL2) e 65mm (Panavision Primo e Imax MSM 9802).



O trailer já foi lançado no canal oficial do filme no YouTube e prestes a alcançar os quinze milhões de visualizações em menos de 24 horas, o frenesim de milhões de fãs provocou o crash informático de bilheteiras on-line e as redes sociais apresentam o previsível corrupio de reacções, teorias e até alguns apelos a boicote de gosto muito duvidoso.

É, portanto, no seio destas manifestações em plataformas digitais, curioso notar como a maior ironia de STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA passa despercebida: o facto de ser inteiramente rodado em película, com destaque para o formato de 65mm pronto a "explodir" nos ecrãs IMAX que tomaram conta do mercado da distribuição cinematográfica.

P.S.: e, para nosso gáudio, é certo que o próximo volume da saga, realizado por Rian Johnson também vai conhecer rodagem em 35mm.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

10 Boas Razões Para Filmar em Película (segundo a Kodak)



Para além de assegurar, junto da indústria cinematográfica, de que vai continuar a produzir película nos anos vindouros, a Kodak decidiu também partilhar 10 conselhos sobre as qualidades do formato 35mm quando comparado com o digital:

  1. É simples.
  2. Fornece melhor cor.
  3. Proporciona eficiência.
  4. Cria uma atmosfera de confiança.
  5. É lisonjeira.
  6. É mais fácil de montar.
  7. É uma aposta segura.
  8. Pode-se fazer alterações posteriormente.
  9. Tem o aspecto de película.
  10. Resumindo e concluindo: tem melhor aspecto.

Conselhos explicados durante o debate "Want the Film Look? Shoot Film", promovido pela Kodak e detalhado no site IndieWire.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A Preservação de um Assassinato



O Zapruder film será, muito provavelmente, um dos registos mais célebres e fascinantes na captação fílmica de momentos fulcrais da História do Século XX.

Apresentando, íntima e pormenorizadamente, os momentos cruciais do assassinato do Presidente John F. Kennedy, a 22 de Novembro de 1963, o filme foi, durante décadas, alvo de longa e numerosa avaliação inúmeras vezes, fruto de um longo processo de investigação criminal e jurídica. Em consequência disso, os danos físicos no original do filme de Abraham Zapruder eram, em 1997, motivo de preocupação junto de historiadores e arquivadores.

Neste vídeo, ficam registados os esforços para, e a criatividade envolvida, a preservação digital (um dos primeiros do seu género) do Zapruder film, num trabalho que assegurou, para as gerações vindouras, o estudo e assombro contínuos perante um documento histórico único.



o Zapruder film:

Blockbuster em Película #4



VELOCIDADE FURIOSA 6, de Justin Lin, rodado em película Kodak 35mm (Arricam LT, Arricam ST, Arriflex 235 e Arriflex 435 Xtreme).



«He [Justin Lin] just still likes the texture of film. He said: I just like the idea that only a handful of people on this set really know what a 35mm camera really does and that there’s still a magic there with that... I just want you and me and the operator and the focus puller — my key people, to craft and make the film and then I can concentrate on the rest of it.», Stephen F. Windon, o director de fotografia do filme.

[Fonte: PICHA.]

sábado, 4 de maio de 2013

Cannes Classics 2013



Pelo nono ano consecutivo, o Festival de Cannes acolhe e exibe os trabalhos de restauro cinematográfico mais recentes na secção Cannes Classics.

Na presente edição, serão projectadas vinte e uma obras, entre clássicos e laureados com a Palma de Ouro, ficando assim revelado o acrescido interesse dos principais festivais de cinema em homenagear o trabalho de fundo efectuado por cinematecas, empresas de produção e arquivos nacionais de todo o mundo.

Da programação do Cannes Classics 2013, destacam-se:

  • CLEÓPATRA (1963), de Joseph L. Mankiewicz: restauro digital pela 20th Century Fox;
  • VENCEDORES E VENCIDOS (1973), de Youri Ozerov, Milos Forman, Mai Zetterling, Claude Lelouch, Arhur Penn, Michael Pfleghar, John Schlesinger e Kon Ichikawa: restauro digital, a partir do negativo original, pela Warner Bros. Motion Picture Imaging — restauro sonoro a partir das bandas magnéticas originais;
  • A RAINHA MARGOT (1994), de Patrice Chéreau: restauro digital pela Pathé e Eclair Group;
  • CHARULATA (1964), de Satyajit Ray: restauro, a partir do negativo original, pela RDB Entertainments;
  • O GOSTO DO SAKÉ (1962), de Yasujirô Ozu: restauro digital pela Shochiku Co. Ltd., National Film Center e National Museum of Modern Art de Tóquio;
  • LE JOLI MAI (1963), de Chris Marker e Pierre Lhomme: restauros fotoquímico e digital pela Mikros Images, com o apoio do CNC/Arquivos Franceses do Filme;
  • DESERTO DOS TÁRTAROS (1976), de Valerio Zurlini: restauro digital pela CNC;
  • ENCONTRO COM A SORTE (1974), de Ted Kotcheff: restauro digital, e com limpeza imagem a imagem, pela Technicolor Creative Services Toronto;
  • OS CHAPÉUS DE CHUVA DE CHERBURGO (1964), de Jacques Demy: restauro digital pela Ciné Tamaris;
  • HIROSHIMA MEU AMOR (1959), de Alain Resnais: restauro digital, a partir do negativo original, pela Fondation Groupama Gan e Cineteca di Bologna;
  • O ÚLTIMO DEVER (1973), de Hal Ashby: restauro digital pela Sony Pictures;
  • O ÚLTIMO IMPERADOR 3D (1987), de Bernardo Bertolucci: restauro digital pela ecorded Picture Company e Repremiere Group — reconversão em 3D pela Prime Focus;
  • A BELA E O MONSTRO (1946), de Jean Cocteau: restauro digital pelo SNC / Grupo M6 e Cinemateca Francesa;

O alinhamento completo do Cannes Classics 2013 pode ser consultado na página oficial do Festival.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

38 Filmes para Preservar e Restaurar


(imagem de CORN'S-A-POPPIN, seleccionado para preservação pelo National Film Preservation Foundation.)

A National Film Preservation Foundation acaba de anunciar a atribuição de fundos para ajudar à preservação e restauro de 38 títulos na posse de diversas instituições museológicas norte-americanas.

Dessas quase quatro dezenas de títulos, contam-se obras de ficção raramente mencionadas na História do Cinema, algumas das primeiras obras de surrealismo cinematográfico e documentários de interesse comercial, social e cultural.

Entre os títulos mais sonantes, destacam-se:
  • THIRTY YEARS OF MOTION PICTURES (1927), um dos primeiros filmes sobre a História dos primeiros passos da Sétima Arte;
  • CORN'S-A-POPPIN (1956), uma das primeiras experiências de Robert Altman enquanto realizador;
  • FACES AND FORTUNES (1960), filme publicitário sobre a importância da marca corporativa;
  • THE SOURCES OF COUNTRY MUSIC (1975), documentário sobre a última pintura de Thomas Hart Benton (que também serve aqui de narrador);
  • THE MASTERS OF DISASTER (1986), curta-metragem nomeada aos Oscars sobre um clube de xadrez em Indianapolis;

Desta selecção, merecem realce um pequeno documentário, datado de 1920, sobre o Yosemite Rangers' Club, imagens sobre as expedições polares do Almirante Richard Evelyn Byrd, e filmes caseiros que demonstram os efeitos de um sismo no Alasca em 1964.

Os filmes preservados através deste programa da National Film Preservation Foundation serão disponibilizados ao público via sessões especiais, exibições, DVDs, televisão e Internet.

[Fonte: National Film Preservation Foundation.]

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Da Película para o Digital #9



WRONG SIDE OF THE ROAD, realizado em 1981 por Ned Lander, é o primeiro filme australiano com elenco inteiramente composto por aborígenes e, à época da sua estreia, constituiu uma visão inédita para o universo do povo nativo da Austrália.

Alvo de críticas pela comunidade aborígene e recebido friamente pelo público, o filme rapidamente caiu no esquecimento. Contudo, o restauro digital de WRONG SIDE OF THE ROAD, que conhecerá a sua estreia na próxima edição do Festival de Cinema de Sydney, promete reavivar, junto das audiências modernas, a experiência criativa e vibrante de duas banda fictícias (os No Fixed Address e Us Mob), enquanto atravessam o país de carro.

Restaurado fotograma a fotograma pelo National Film and Sound Archive (NFSA), e agora preservado tanto em película como em formato digital, WRONG SIDE OF THE ROAD é, de acordo com Meg Labrum, Curadora Sénior do NFSA, «particularmente significante por ter conferido destaque e voz a uma emergente identidade Indígena numa altura crucial para o desenvolvimento da indústria cinematográfica Australiana».

[Fonte: National Film and Sound Archive.]

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dr. Caligari em Versão Restaurada



O 64º Festival de Berlim só se realizará em Fevereiro de 2014, mas um dos grandes eventos da próxima edição da Berlinale já está agendado.

O Festival acolherá, no âmbito do Berlinale Classics, O GABINETE DO DR. CALIGARI em versão digital restaurada, a qual também assinalará os 94 anos da estreia, em Berlim, deste marco do Expressionismo Alemão realizado por Robert Wiene.

O trabalho de restauro digital está a ser supervisionado pela Murnau-Stiftung, em colaboração com o Bundesarchiv-Filmarchiv e os laboratórios L`Immagine Ritrovata – Film Restoration & Conservation.

[Fonte: Festival de Berlim.]





sábado, 6 de abril de 2013

Fujifilm: O Fim de Uma Era



A decisão já estava anunciada desde Novembro passado, mas a oficialização apenas surgiu nos últimos dias: a Fujifilm deixará de produzir película, em todas as suas vertentes, para produções cinematográficas.

Embora mantenha o serviço dedicado à revelação de película de arquivo em preto-e-branco para a criação de matrizes digitais (um processo denominado ETERNA-RDS), a Fujifilm indicou duas razões primordiais para esta cessação: o óbvio decréscimo, por parte da indústria, de película como formato de rodagem e o domínio da rival Kodak como principal fornecedor de filme em 35mm.

Desta notícia, surge uma inevitável questão: o monopólio da Kodak será vantajoso para a produção e sobrevivência da película?

[Fonte: Deadline.]