terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Filmes Restaurados: KING OF JAZZ



Trailer para a versão restaurada de KING OF JAZZ (1930, John Murray Anderson).



Restauro em resolução 4K, produzido pela Universal Pictures. Lançamento em Blu-Ray e DVD, anunciado para Março de 2018, editado pela The Criterion Collection.

[Imagem: The New York Times].

sábado, 23 de dezembro de 2017

"Riscos e Picotado": Um Elogio à Maturidade da Película



Numa das minhas mais recentes visitas à Cinemateca Portuguesa — em concreto, a sessão dedicada a RAILROADED!, noir de série B de Anthony Mann —, a folha de sala referia, explicitamente, que "A cópia que vamos exibir apresenta ruído de fundo em algumas passagens. Pelo facto pedimos desculpas"1. Esta chamada de atenção para um particular tecnicismo de projecção, para além da sua raridade nos tempos que correm, evocou-me uma determinada experiência do filme em sala que, nostalgicamente, nunca deixou de se conservar nos meus mais profundos afectos cinéfilos.

Ponto assente: eu cresci a ver filmes com riscos, sujidade e picotados em excesso, cue marks "manhosas" e pronunciadas, e bandas sonoras deterioradas. Mesmo que a memória infantil não seja a característica humana de melhor fiabilidade, nutro vivas recordações de ir ao cinema com os meus pais, e visualizar títulos como MASTERS DO UNIVERSO, ou QUEM TRAMOU ROGER RABBIT?, em cópias que conheceram abundante rodagem anterior. E, sobretudo, não tenho presente, nem por uma vez, ter testemunhado o cancelamento ou a interrupção de sessões por motivos de cópia sem condições de projecção.



Foi no seio dessa realidade que se fomentaram os meus gostos fílmicos e, quiçá inconscientemente, o meu apego pela componente analógica da Sétima Arte que, quase todas as semanas, partilho neste espaço. Assim, o facto de a cópia de RAILROADED! aparentar "defeito sonoro", que a folha de sala da Cinemateca prudentemente cuidou de alertar, nunca se revelou obstáculo à ideal fruição de um curioso film noir assinado por Anthony Mann.

Em suma, uma projecção sem interrupções nem sobressaltos. Tal e qual como nas minhas juvenis recordações de cinefilia.

O mesmo já não poderei afirmar sobre experiências recentes com o cinema exibido via DCP. Sessões interrompidas por formatos de projecção incorrectos, enquadramentos com nítido "efeito trapézio", inoportunos freeze frames antes e depois do obrigatório intervalo dos multiplexes, imagem com arrasto por óbvia ausência (ou desconhecimento de como o fazer) de calibragem de projector e/ou do ecrã... Uma série de incoerências que passa por normal perante o olhar mais leigo, mas que se cristaliza totalmente na imagem sem vida e de omnipresente brilho do digital.



Pesados os factos, e não obstante a esmagadora oferta disponível de projecção em digital, assumo aqui a minha preferência pelas velhinhas cópias em 35mm. Nas mãos de um projeccionista experiente e dedicado, nunca me restarão dúvidas de que até a exibição de um nitrato, acossado do "famigerado" síndroma do vinagre, proporcionará aprazível sessão.

Pois da perspectiva de um admirador da película, a descoloração deverá ser encarada como uma prova de maturidade das bobines; os riscos na emulsão são um atestado da confiança depositada naquele suporte por profissionais da mais variada índole; e os ruídos ritmados de uma banda sonora com décadas de uso não são mais do que o pulsar de vida oriundo da própria História do Cinema.

Notas:
1 De realçar que a folha de sala do passado dia 29 de Novembro, referente à projecção de outro filme de Anthony Mann, STRANGE IMPERSONATION, também destacava que o filme era exibido numa cópia em 16mm com "algumas deficiências a nível de som e imagem". O subsequente pedido de desculpas era quase escusado, pois mal se notaram as lacunas.

Imagens:
1 Exemplo de fotograma com riscos, poeira e picotado, Shutterstock.
2 Cue marks em fotograma de THE NASHVILLE SOUND, Streamline.
3 Andrea Wolf.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

sábado, 16 de dezembro de 2017

A Película Vai Renascer nas Redes Sociais



O fenómeno não é novo nem detém origem definida; a predominância da partilha de imagens, como em qualquer contexto digital, é uma das suas principais dinâmicas; e a sua manifestação poderá não ser mais do que um exercício de pura nostalgia. A única certeza — e os factos infra assim o procurarão testemunhar — é que a película vive, e sobrevive, nas redes sociais.

Extravasando a actividade que, primeiramente, se desenvolveu apenas em espaços cibernéticos muito específicos, onde reinavam narrativas de cabine de projecção, conhecimentos técnicos e "fetiches" em torno do celulóide, os últimos anos primaram pela transição dessas partilhas para as redes sociais. E do Facebook ao Instagram, não é árduo encontrar, em abundância, material visual sobre o tema da projecção em película.



No momento em que estas linhas são redigidas, pululam Grupos ou comunidades de Facebook de assumidos "Amigos do 70mm" e que elaboram portfolios sobre máquinas de projecção desde os primórdios da Sétima Arte, onde a presença de fotogramas em película é o principal elemento de discussão. Paralelamente, existem ainda agregadores de notícias dedicadas ao tema.

No Twitter ou no Instagram, simples pesquisas por termos como "35mm film still", "#nitratefilm" ou "70mm projection", devolvem todo o género de resultados sobre cinema analógico: bobines de filme, visitas guiadas a cabines de projecção de todo o mundo, stills e fotogramas, o fascínio pelo 70mm, arquivos cinematográficos, preservação e restauro e, inclusive, reflexões mais ou menos profundas acerca do estado actual da projecção em película.

A devoção surge, igualmente, na sua forma colectiva. São exemplos disso os perfis do Twitter do Prince Charles Cinema e do projecto AnalogueFilmScotland, ou a conta no Instagram do George Eastman Museum.



Nessa mediação, entre as plataformas digitais e a afinidade por métodos de produção e exibição cinematográficas que cada vez mais caem em desuso, reside o que poderíamos definir como paradoxo tecnológico. Isto é, são as próprias redes sociais, desenvolvidas e imbuídas por uma mentalidade de constante sonegação de tudo o que seja analógico, que incrementam e perpetuam o fascínio pela película. A ironia deste cenário constrói-se sozinha.

Esta singular expressão de cinefilia (deveremos conceber aqui o termo "celulóidefilia"?) advém, com muita probabilidade, do apreço nostálgico que a sociedade tende a nutrir por toda as manifestações de índole prática que a mudança dos tempos extingue ou torna obsoleta1.

Do mesmo modo, a irresistível tendência humana em partilhar (e esta é a palavra-chave nas redes sociais, certo?) os seus quotidianos e experiências pessoais, possibilita a sobrevivência da película, enquanto objecto, formato e especificidade tecnológica, também através destes veículos digitais.



Da mera curiosidade virtual ao acto de resistência, sem esquecer a sublimação do próprio suporte fílmico, o presente mantém todos os argumentos em prol da crença de que a película vai continuar a ser fabricada, impressa, projectada e elogiada. E, por associação, o seu ressurgimento há-de ser devidamente anunciado nas redes sociais.

Notas:
1 Por exemplo, é fácil deparar-se, nas redes sociais, com "cultos" semelhantes dedicados ao vinil, à K7 ou às máquinas de escrever mecânicas.

Imagens:
1 Paul™, Twitter.
2 Arthur Béranger‏, Twitter.
3 Cinemateca Francesa, Twitter.
4 Nitrate Picture Show, Twitter.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

35mm Monsters



«I had just been hired to teach film production at my alma mater and in the first week of teaching I also found out the 35mm projectors I worked with in undergrad were going to be dismantled They didn’t know when, so I just had to start filming.»

Com este manifesto, e num trabalho de simples execução — um projeccionista prepara, e visualiza, um trailer em 35mm de OS CAÇA-MONSTROS —, Remington Smith recupera a sua primeira memória cinéfila, assinando também uma peculiar homenagem à arte de exibir Cinema em película:



[Fonte e imagem: io9].

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Estreia da Semana: STAR WARS: THE LAST JEDI



STAR WARS: THE LAST JEDI, de Rian Johnson, rodado em película de 35 mm (Kodak Vision3 50D 5203, Vision3 250D 5207, Vision3 500T 5219) e 65 mm (Kodak Vision3 50D 5203, Vision3 250D 5207, Vision3 500T 5219).

[Imagem: fotografia capturada, em filme de 35mm, por Rian Johnson, e publicada no perfil de Twitter de Chris Toro].

sábado, 9 de dezembro de 2017

O Cinema de 2017 — Um Balanço em 35mm



Com o aproximar do término de 2017, e embora este não seja o espaço mais propenso a estatísticas nem à delineação de listas evocativas dos últimos 12 meses, o único balanço que efectuaremos terá de recair, obrigatoriamente, sobre a reflexão em torno da presença, durante o ano, da película na produção e distribuição de cinema.

Sem mais delongas, enunciemos os algarismos que nos importam: em 2017, e num universo de 409 estreias em Portugal1, foram exibidos 31 filmes produzidos, inteira ou parcialmente, em película. Se o rácio entre analógico e digital revela o domínio quase absoluto deste último formato, o "saldo" do presente ano demonstra uma ligeira progressão em relação a 2016, durante o qual 26 títulos rodados em película chegaram às nossas salas.

No entanto, é a partir da análise destes singelos 31 filmes que se extraem as mais interessantes conclusões. Para a sua explanação, comecemos por destacar quais foram as produções em película estreadas no país — ordenadas por data de estreia, dispostas por título, realizador, formato e (quando disponível) detalhes técnicos, e onde já se contabiliza STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI, a última grande "estreia analógica" do ano:



Do rol exaustivo acima apresentado, um pormenor (senão mesmo o mais importante) "salta" imediatamente à atenção: rodagens em película não são um exclusivo de filmes independentes ou de autor. Na verdade, os títulos que maioritariamente recorrem ao analógico são blockbusters de acção, super-heróis e mundos fantásticos, ou realizações pelos indefectíveis da película (Martin Scorsese, Christopher Nolan, James Gray, Aki Kaurismäki e Edgar Wright).

Desta realidade, e perante uma indústria que quase relegou a película ao estatuto de consumada obsolescência, o facto de duas grandes produções baseadas no universo da DC Comics, assim como o mais recente capítulo da saga espacial criada por George Lucas, serem rodadas em 35mm e 65mm, representa o maior elogio que a nossa "era digital" poderia prestar à qualidade de imagem da película.



Outro item de relevo é o domínio prático demonstrado pela Kodak no fornecimento de película para rodagens dos mais variados pontos geográficos ou orçamentos2. E, por inerência, a empresa norte-americana constitui-se, actualmente, como a única grande player especializada neste ramo de actividade.

2018 não deverá reservar alterações de relevo a estas tendências, uma vez que já se perfila um conjunto de títulos3, para os primeiros meses do próximo ano, que continuará a manter o granulado, a qualidade e o charme da imagem analógica bem presentes nas salas de cinema portuguesas. Daqui a 12 meses, aqui estaremos para a respectiva "prova dos nove".

Notas:
1 Conforme dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), e de informação recolhida em sites de referência, como o cinecartaz ou o filmSPOT.
2 Fica confirmada a "sobrevivência", anunciada pela empresa em 2015, da produção de filme em 35mm.
3 THE KILLING OF A SACRED DEER (Yorgos Lanthimos), CHAMA-ME PELO TEU NOME (Luca Guadagnino), THE POST (Steven Spielberg), LINHA FANTASMA (Paul Thomas Anderson), WONDERSTRUCK: O MUSEU DAS MARAVILHAS (Todd Haynes)...

Imagens:
1 Fotograma de DUNKIRK, CNN.
2 Fotograma de cópia, em 70mm, de WONDER WOMAN, Music Box Theatre.
3 Cópia em 35mm de BABY DRIVER, Alamo Drafthouse Cinema.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Lost TV



Ao longo de mais de meio século, o jornalismo e o pensamento crítico têm debatido os méritos da difusão televisiva, nas suas vertentes generalistas, de ficção, documental ou de "variedades", e com particular enfoque no conceito, maioritariamente anglo-saxónico, da Golden Age of Television1. Todavia, aparenta ser evidente a ausência de um estudo aprofundado, com os respectivos e necessários alertas, sobre as especificidades de conservação e acessibilidade de conteúdos produzidos para Televisão.

Ao contrário do Cinema, no qual a película de nitrato e, posteriormente, de celulóide foram os métodos reinantes para produção e preservação, a Televisão, praticamente desde a sua invenção, sempre se debateu com dilemas inerentes a uma diversidade de formatos de emissão, registo e arquivo. Talvez por esse motivo, e aliado a uma ausência de apreensão em torno dessas actividades pelos responsáveis de networks de todo o mundo, o estado de conservação de muita da difusão televisiva do Século XX encontra-se em risco ou, simplesmente, desaparecida.

Tendo em conta que, até 1939, as emissões não eram gravadas pela inexistência dessa prática nas estações televisivas, não existe qualquer registo de todas as transmissões até àquela data. Para além disto, e quando os conteúdos do pequeno ecrã já eram alvo de gravação em formatos como película, o Cinescópio ou fita magnética, é sabido que casas tão conceituadas como a BBC e a NBC levaram a cabo aquilo que ficou designado como wiping (o apagamento, reutilização ou destruição de telegravações), o qual era motivado pela falta de espaço de armazenamento, escassez de materiais de gravação ou ausência de direitos de retransmissão de programas.



Da junção destes factores, e sem ser necessário empreender uma pesquisa exaustiva, rapidamente se encontram exemplos notórios de produção televisiva considerada como perdida. Senão, vejamos:

  • no Japão, não é conhecido o paradeiro de 31 episódios da série original de 1973 do popular personagem DORAEMON. De acordo com algumas fontes, acredita-se que esse material ter-se-á perdido após a falência da sua produtora, a Nippon TeleMovie Productions;
  • no Reino Unido, 97 episódios das primeiras duas temporadas da série DOCTOR WHO estão considerados como perdidos. A BBC já anunciou que não consegue localizar esses programas nos seus arquivos. Existem, contudo, registos áudio efectuados pelos fãs da série;
  • só é conhecido o paradeiro de um episódio da série de ficção-científica A FOR ANDROMEDA;
  • devido ao wiping que se praticava na BBC, grande parte das emissões do popular programa de divulgação musical TOP OF THE POPS não chegou aos nossos dias. Entre as transmissões apagadas ou destruídas, contam-se a última aparição televisiva ao vivo dos Beatles, assim como as estreias de David Bowie ou dos Pink Floyd2;
  • nos Estados Unidos, não é possível localizar episódios de programas célebres como THE DICK CAVETT SHOW, THE ED SULLIVAN SHOW, JEOPARDY! ou SESAME STREET. Neste território, o caso mais relevante é o de THE VAMPIRA SHOW: apresentado pela icónica Vampira, não se conhece o paradeiro de qualquer episódio gravado da primeira série de terror exibida nos EUA3;
  • a transmissão original da missão espacial Apollo 11, onde Neil Armstrong se tornou no primeiro homem a pisar a Lua, registada em slow-scan television (com melhor resolução de imagem) está considerada como perdida;
  • em Espanha, as gravações de centenas de episódios do popular concurso UN, DOS, TRES... RESPONDA OTRA VEZ foram destruídas ou estão perdidas.

Desta análise histórica, e encarando também o presente e futuro de diversas implicações tecnológicas, depreende-se que os desafios da preservação televisiva são mais melindrosos que os do Cinema. E para a eficaz concretização dessa tarefa, revela-se premente balizar e compreender três eixos essenciais: a gravação (recording), conservação e acesso futuro de dezenas de horas diárias de emissão.



Nesse particular, e (agora) à semelhança do que acontece com a Sétima Arte, a produção televisiva do Século XXI, maioritariamente em formatos digitais, acarreta novas problemáticas que não aparentam ter resolução a médio prazo. Programas de inegável valor artístico, como HOUSE OF CARDS ou STRANGER THINGS, são disponibilizadas ao grande público através de plataformas assentes em streaming e/ou cloud-based e, numa fase posterior, em edições home cinema. Contudo, mesmo que o risco contemporâneo de perda de conteúdos seja menor, a conservação dos masters originais dessas séries está longe de ser realisticamente assegurada.

Apesar dos riscos identificados, o panorama actual da preservação televisiva ainda permite (faça-se justiça!) encontrar a adopção de boas práticas. O caso da insígnia Netflix, e de como, em 2014, decidiu submeter a série ORANGE IS THE NEW BLACK em VHS para conservação pela Biblioteca do Congresso, revela que os "velhinhos" métodos de arquivo de materiais audiovisuais não estão assim tão obsoletos.

Notas:
1 Expressão cunhada por Anthony Slide, na obra The Television Industry: A Historical Dictionary (1991).
2 Uma das principais forma de redescoberta de programas televisivos é através de gravações feitas por particulares que só mais tarde conhecem a luz do dia. É exemplo disso a recuperação de uma interpretação de Jean Genie, por David Bowie em 1973, e que esteve perdida durante décadas.
3 O único material conhecido desta série é um excerto da abertura, disponível para visualização no YouTube.

Imagens:
1 Arquivos de Televisão.
2 THE VAMPIRA SHOW, AFS ViewFinders.
3 Cópia em VHS da série ORANGE IS THE NEW BLACK, The Verge.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Os 15 Urgentes Restauros de Marcel Pagnol



"Há quinze filmes do meu avô em perigo de morte; as suas bobines estão num estado deplorável e a precisar de urgente trabalho de restauro". O alerta é quase de cariz "familiar" e foi feito por Nicolas Pagnol, neto de Marcel Pagnol, por ocasião da inauguração de um espaço cultural, em Marselha, dedicado ao realizador do clássico de 1952, MANON DES SOURCES.

Das cópias em necessidade de recuperação e armazenadas por Nicolas Pagnol, algumas com mais de 70 anos, contam-se os clássicos ANGÈLE (1934), REGAIN (1937) e LA FILLE DU PUISATIER (1940), todos protagonizados pelo memorável Fernandel.


Também de acordo com Nicolas Pagnol, o restauro destas obras cifra-se num valor entre 180 e 200 mil euros. Caso se mantenha a ausência de uma instituição ou mecenas capaz de suportar este custo, será lançada uma campanha de crowdfunding online.

De recordar que, em 2015, Nicolas Pagnol conseguiu levar a bom porto uma iniciativa semelhante que, com os apoios do CNC - Centre national du cinéma et de l'image animée, do canal Arte e da Cinemateca Francesa, permitiu a preservação e restauro da chamada Trilogia Marselhesa, MARIUS (1931), Fanny (1932) e César (1936).

[Fontes: BFM Video e Le Figaro].