quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Estreia da Semana: PHANTOM THREAD



PHANTOM THREAD, de Paul Thomas Anderson, rodado em película de 35mm (Kodak Vision3 200T 5213, Vision3 500T 5219).

«"Phantom Thread" is a different kind of movie — and its 70mm release will be instructive — even to Anderson’s lighting and camera crew – in terms of seeing what the film looks like in 70mm. Shot in 35mm, it was Anderson’s original intention to shoot the film so that he got a particularly fine grain image that he could easily blow up to 70mm.»

[Imagem: Cigarettes & Red Vines].
[Fonte: IndieWire].

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

THE CINEMA TRAVELLERS: A Promessa do Celulóide On The Road



Showmen riding cinema lorries have brought the wonder of the movies to faraway villages in India once every year. Seven decades on, as their cinema projectors crumble and film reels become scarce, their patrons are lured by slick digital technology. A benevolent showman, a shrewd exhibitor and a maverick projector mechanic bear a beautiful burden - to keep the last traveling cinemas of the world running.

THE CINEMA TRAVELLERS, documentário de Shirley Abraham e Amit Madheshiya, testemunha a resistência dos denominados "touring talkies", projeccionistas que viajam até às regiões mais recônditas da Índia e que, munidos de genuíno empenho na reabilitação de máquinas de projecção há muito corroídas por décadas de inactividade, mantêm viva a magia do Cinema perante o olhar de entusiasmadas audiências.





quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Estreia da Semana: THE POST



THE POST, de Steven Spielberg, rodado em película de 35mm (Kodak Vision3 50D 5203, Vision3 250D 5207, Vision3 500T 5219).

«Digital photography is a science. Film photography is a chemical miracle. You never quite know what you're gonna get after the film takes a bath, and exposes the positive from the negative. (...) There's grain — number one — and the grain is always moving, it's swimming. Which means, even in a still life, let's say a flower on a table: that flower is alive even though it's not moving, because the image itself is alive.»



[Imagem: Niko Tavernise, Twentieth Century Fox Corporation].
[Vídeo: Fox 5 DC].

sábado, 20 de janeiro de 2018

A HISTÓRIA DOS FORMATOS na Cinemateca Portuguesa

«No cinema, a palavra 'formato' significa e designa duas dimensões distintas: por um lado, a largura da película e, por outro, a relação entre as medidas da imagem impressa sobre esta última ("aspect ratio")», Jean-Pierre Verscheure.



No âmbito do Ano Europeu do Património Cultural, a Cinemateca Portuguesa organiza, de 19 a 23 de Fevereiro, um panorama histórico dos formatos do Cinema, incluindo formatos de película cinematográfica e proporções de imagem.

Nesse sentido, o historiador, coleccionador e restaurador Jean-Pierre Verscheure — grande especialista da história da tecnologia e das técnicas do Cinema, e o actual responsável pelo laboratório de restauro de som Cinévolution —, estará em Lisboa para traçar a evolução histórica do Cinema ao nível dos seus vários formatos de imagem, não apenas numa abordagem técnica mas relacionando esta com as suas implicações na gestão do espaço de um filme e, mais geralmente, na sua mise-en-scène. Abordar-se-ão assim parâmetros essenciais que, tendo a ver com a tecnologia e a economia do cinema, são estruturantes para a linguagem e a expressão estética.



  • Segunda-feira, dia 19, 18h, Sala M. Félix Ribeiro
História dos formatos mudos: o nascimento do cinema e do espectáculo cinematográfico. Abordagem teórica aos parâmetros qualitativos e estéticos do formato 1.33, com projecção de excertos exemplificativos de filmes dos irmãos Lumière, Thomas Edison, Ernest Normandin e Fred C. Newmeyer e Sam Taylor, seguidos da longa-metragem SAFETY LAST! (1923, Fred C. Newmeyer e Sam Taylor).

  • Terça-feira, dia 20, 18h, Sala M. Félix Ribeiro
A chegada do cinema sonoro e as consequências nos formatos da imagem e do som. Abordagem teórica aos parâmetros qualitativos e estéticos do formato Academy 1.37, com projecção de excertos exemplificativos de filmes de Fred Zinneman, British Pathé e Chuck Jones, seguidos da longa-metragem O RANCHO DAS PAIXÕES (1952, Fritz lang).

  • Quarta-feira, dia 21, 18h, Sala M. Félix Ribeiro
O Cinerama e o princípio da era do ecrã largo e da estereofonia. Estudos dos parâmetros qualitativos e das consequências sobre a estética e a gestão do espaço cénico nos filmes "Scope", com projecção de excertos exemplificativos de filmes de Stanley Donen e Gene Kelly, Otto Preminger, Abel Gance, Woody Allen, Elliot Sylverstein, Allan Dwan e Don McGuire, seguidos da longa-metragem RIO SEM REGRESSO (1954, Otto Preminger).

  • Quinta-feira, dia 22, 18h, Sala M. Félix Ribeiro
Depois da guerra dos formatos: a caminho de uma estandardização, o regresso dos 70mm e as soluções económicas. Projecções ilustrativas e comparativas de filmes de David Miller, Joachim Ronning e Espen Sandberg, Fred Zinnemann, William Wyller, Sergio Leone, Peter Glenville, Edgar G. Ulmer e Stanley Kubrick, seguidas da longa-metragem WEST SIDE STORY — AMOR SEM BARREIRAS (1961, Jerome Robbins e Robert Wise).

  • Sexta-feira, dia 23, 18h, Sala M. Félix Ribeiro
Os últimos formatos 35mm antes da chegada do cinema digital. Rodagens em vários formatos e produções híbridas. Projecções ilustrativas e comparativas de filmes de John Lasseter, Jean-Pierre Jeunet, Christopher Nolan, John Maybury, Sean Penn e Michael Bay, seguidas da longa-metragem THE PLEDGE — A PROMESSA (2001, Sean Penn).

[Fonte e Imagens: Dossier de imprensa da programação da Cinemateca Portuguesa para Fevereiro de 2018.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Filmes Perdidos Portugueses: O RAPTO DE UMA ACTRIZ (1907, Lino Ferreira)



Para os espectadores que presenciaram a revista Ó da Guarda!1, da autoria de de Luis Galhardo e Barbosa Júnior, e estreada a 3 de Setembro de 1907, no Teatro Príncipe Real, foi-lhes reservado o privilégio de assistirem a uma das iniciativas pioneiras de ficção do Cinema Português cujo paradeiro físico encontra-se, actualmente, desaparecido.

Conforme os registos da época, no final do primeiro acto da revista, era anunciado que a actriz principal tinha desaparecido. Nesse momento, descia no palco uma tela branca para a projecção de O RAPTO DE UMA ACTRIZ, curta-metragem em formato que hoje designaríamos por sketch, onde o casal protagonista de Ó da Guarda!, "no Campo Grande, em pleno idílio amoroso", tentava escapar da perseguição movida pela Polícia Savalidade. Quando este conseguia, finalmente, capturar o par amoroso e trazê-los de volta ao palco, o pequeno filme terminava e a revista prosseguia...



Nascimento Fernandes, actor com indelével filiação aos primeiros anos da produção cinematográfica nacional2 e que em Ó da Guarda! encarnava precisamente o Polícia Savalidade, recordaria mais tarde a sua participação em O RAPTO DE UMA ACTRIZ, na qual "trepava a um poste dos telefones, a procurar descobrir os fugitivos, que davam saltos e trambolhões... Está claro que agarrávamos os pombinhos e os reconduzíamos ao teatro"3.

Realizado por Lino Ferreira, o mentor do projecto e um genuíno pioneiro do Cinema em Portugal, estima-se que O RAPTO DE UMA ACTRIZ, com uma rodagem de exteriores no Campo Grande concluída em apenas cinco horas, teria uma metragem de 200 metros e foi produzida com orçamento de aproximadamente 300 mil réis.

Em retrospectiva (e apesar da escassa informação que chegou aos nossos dias sobre este título), talvez seja tentador encarar o caso de O RAPTO DE UMA ACTRIZ como o protótipo de uma das características mais marcantes do Cinema Português, ou seja, a ligação do espaço fílmico com a ambiência e os mecanismos do Teatro. A consubstancia-lo, bastará invocar uma franja significativa da filmografia de Manoel de Oliveira, indelével e reverente perante aquela expressão artística, e imbuída de um formalismo que alguns autores definiram como "teatro filmado"4.

Afinidades estilísticas e releituras históricas à parte, os factos asseguram que a ficção, no Cinema Português, brotou pela primeira vez no palco de uma "revista à portuguesa".

Notas:
1 A Biblioteca Nacional de Portugal disponibiliza, em formato electrónico, uma cópia do guião desta revista.
2 Da sua carreira no Cinema, destacam-se presenças em títulos como LISBOA, CRÓNICA ANEDOTA (1930, Leitão de Barros), O TREVO DE QUATRO FOLHAS (1936, Chianca de Garcia) e ANIKI-BÓBÓ (1942, Manoel de Oliveira).
3 in O Cais do Olhar, de José de Matos-Cruz (1999, Cinemateca Portuguesa).
4 Uma inscrição que, ao longo da sua vida, Oliveira tanto desdenhava como concordava.

Imagens:
1 Pormenor de cartaz promocional da revista Ó da Guarda!, cinept.ubi.pt.
2 Caricatura de Nascimento Fernandes, um dos protagonistas de O RAPTO DE UMA ACTRIZ, desenvolturasedesacatos e originalmente publicada no Jornal Se7e.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Estreia da Semana: CALL ME BY YOUR NAME



CALL ME BY YOUR NAME, de Luca Guadagnino, rodado em película de 35mm (Kodak).

«They say [digital] it’s faster and you need less light, that you just turn the camera on and shoot with a memory card, you don’t have the limitation of the reel... that’s a misunderstanding of what it means to shoot a movie. I think the limitation of the reel is what makes the tension of the performance come off the screen... [Shooting on digital] is about control, about making everything look the same. Cinema doesn’t surrender to sameness.»
Luca Guadagnino, para a IndieWire.

[Imagem: MovieMaker].

sábado, 13 de janeiro de 2018

Filmes Perdidos — Uma Introdução ao Caso Português



De todos os temas que constituem matéria de estudo da Sétima Arte, o considerado Filme Perdido — isto é, uma obra cinematográfica, de curta ou longa duração, cujo paradeiro físico não é conhecido em qualquer arquivo fílmico, colecção privada ou acervo público — continua a ser de problemática explicação. Entre as entidades e os profissionais do ramo, a perda da banda sonora de um filme ou títulos com metragem incompleta são motivos suficientes para essa "catalogação". E quando as certezas existem, nem sempre são portadoras dos melhores cenários: por exemplo, é dado adquirido que 75% do cinema mudo norte-americano encontra-se irremediavelmente desaparecido1.

Na sua definição genérica2, passando pela recolha de elementos (imagens de produção, guiões, referências em imprensa escrita) e até à reconstituição precisa dos motivos que determinam um estatuto de Filme Perdido, a metodologia em torno deste objecto cinematográfico é, também, muito específica. Resumidamente, implica traçar o percurso de um título desde a sua estreia comercial, a averiguação dos locais por onde uma ou mais cópias viajaram, quem eram os proprietários dessas salas de exibição e que tipo de património — sobretudo, fílmico — foi legado aos seus descendentes e, por fim, que repositório foi assegurado para esses mesmos materiais. Paralelamente, a composição de uma alargada e variada lista de contactos, em arquivos e/ou cinematecas de todo o mundo, pode ser uma prática útil.



Neste âmbito, o "caso português" não está isento das mesmas particularidades que afectam as cinematografias de outras regiões3. Numa análise mais profunda, o problema dos filmes portugueses perdidos assenta em dois eixos primordiais: 1) com sumárias excepções4, verifica-se a ausência de quaisquer informações, compilações ou estudos inteiramente dedicados a este assunto; e consequentemente, 2) esta escassez impacta o próprio conhecimento da História do Cinema Português. Todavia, permanecem algumas inscrições históricas que explicam, por exemplo, a considerável quantidade de filmes portugueses perdidos do período do mudo (Manuel Félix Ribeiro mencionou, como principal causa, a venda de inúmeras bobines às potências da Segunda Guerra Mundial, para posterior extracção da prata incluída na emulsão da película5).

A partir das poucas fontes existentes que se aproximaram desta temática, a identificação e essência de cerca de meia centena de filmes portugueses perdidos é sintomática dos pontos fulcrais acima detalhados. Dessa "lista", constam obras realizadas por nomes como Ernesto de Albuquerque, Georges Pallu, Roger Lion, Rino Lupo, Reinaldo Ferreira, António Lopes Ribeiro, Chianca de Garcia e, até, Manoel de Oliveira. Ademais, da obra de Aurélio da Paz dos Reis (considerado o pioneiro do Cinema em Portugal, com A SAÍDA DO PESSOAL OPERÁRIO DA FÁBRICA CONFIANÇA, rodado em 1896) pouco restou até aos nossos dias, impossibilitando assim a composição exacta do seu percurso artístico. Ou seja, um conjunto de filmes que, sem dúvidas, e através de uma atenta consulta à parca informação disponível sobre os mesmos, permitirá relançar e esmiuçar novas leituras historiográficas sobre a nossa Sétima Arte.



Não sendo, a priori, publicamente perceptível o montante de esforço e recursos de que a Cinemateca Portuguesa se dotou para o estudo e pesquisa desta "filmografia perdida"6, também não nos faltam razões para acreditar que nem tudo está irremediavelmente desaparecido. Basta recordar o caso de OS FAROLEIROS (1922, Maurice Mariaud), do qual se desconheceu o seu paradeiro até à redescoberta de materiais integrais do filme em 1993, armazenados no Palácio do Bolhão, no Porto7.

Mesmo que, infelizmente, certos filmes não estejam ao nosso dispor para visualização, a noção da sua existência já é passo fundamental para uma compreensão mais exacta e acabada da cinematografia portuguesa. É com esse espírito de missão que o presente artigo serve de introdução a um dossier, a publicar no O Síndroma do Vinagre no decurso das próximas semanas, dedicado a filmes portugueses perdidos de relevo — uma "viagem" de (re)descoberta cinéfila à qual o parecer de leigos, historiadores e académicos será imensamente bem-vinda.

Notas:
1 A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos mantém um registo com mais de 7000 filmes mudos considerados perdidos.
2 A Fédération Internationale des Archives du Film (FIAF) ou sites de referência, como o Lost Films, não escondem as suas reticências em apresentar um conceito estanque para Filme Perdido.
3 Por exemplo, à semelhança do que foi aferido nos Estados Unidos, e conforme os registos disponíveis, uma porção substancial da produção nacional, anterior ao advento do sonoro, também está classificada como perdida.
4 Obras como O Cais do Olhar, de José de Matos-Cruz (1999, Cinemateca Portuguesa), ou Dicionário do Cinema Português 1895-1961, de Jorge Leitão Ramos (2011, Editorial Caminho), fornecem breves detalhes sobre os títulos dos quais se desconhece o paradeiro de qualquer material fílmico.
5 Ver Filmes, Figuras e Factos da História do Cinema Português 1896-1949 (1983, Cinemateca Portuguesa).
6 O documento que explana as opções estratégicas e projectos de actividade da Cinemateca Portuguesa, divulgado em 2014, é omisso nesse item.
7 De realçar que a Cinemateca Portuguesa irá exibir este filme no próximo dia 23 de Janeiro, às 19h, na Sala M. Félix Ribeiro.

Imagens:
1 Fotograma de RAINHA DEPOIS DE MORTA, INÊS DE CASTRO (1910, Carlos Santos), considerado o primeiro filme português de reconstituição histórica, e do qual não é possível localizar materiais fílmicos.
2 Fotograma de A SEREIA DE PEDRA (1922, Roger Lion). Desconhece-se o paradeiro de qualquer material fílmico deste título.
3 Fotograma de OS FAROLEIROS.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Stan Laurel Redescoberto



O Frisian Film Archive anunciou ontem a redescoberta de diversos fragmentos pertencentes a DETAINED, curta-metragem protagonizada por Stan Laurel, e considerados perdidos desde a década de 1970.

A descoberta foi feita pelo arquivista Jurjen Enzing que, ao reconhecer Stan Laurel nos fotogramas de uma bobine de nitrato, confirmou tratar-se de um projecto a solo, datado de 1924, do famoso actor cómico. Entre as sequências redescobertas, destaca-se um breve momento no qual Laurel escapa, de forma quase absurda, a uma pena de morte por enforcamento.

O site oficial do Frisian Film Archive disponibiliza a (agora) versão completa de DETAINED para visualização, assim como um vídeo que salienta as cenas redescobertas:





[Fontes: Frisian Film Archive e DutchNews.]
[Imagem: Lord Heath.]


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Logotipos de Valor — Nos 80 Anos da FIAF



«As our Federation turns 80 this year (on 17 June to be precise), a special 80th-anniversary logo has been conceived and will be used in replacement of the regular one throughout this year on the FIAF website and other publicity materials.»

[Fonte: Fédération Internationale des Archives du Film (FIAF)].

domingo, 7 de janeiro de 2018

Nunca se Escreveu Tanto Sobre a Película — Parte 4



Nos últimos meses, a atenção mediática, em torno de formatos analógicos na Sétima Arte, discursou sobre os profissionais que continuam a eleger a película como principal suporte de trabalho, os méritos e peculiaridades das projecções em 70mm (com PHANTOM THREAD em destaque), novas perspectivas sobre restauro de Cinema Mudo e o elogio aos projeccionistas de película.

"IndieWire spoke to the 10 cinematographers about the visual impact of shooting on Kodak film."
Bill Desowitz, in 10 Cinematography Masters Who Love Celluloid, from 'Dunkirk' to 'Wonder Woman', IndieWire.

"For now, 70mm is easing its way back into the mainstream, but thanks to the dedication of organizations life TIFF, hopefully the resurrection of the medium is pushed a little further into the light."
Andrew Parker, in TIFF showcases the rarity and resurgence of 70mm film, The Gate.

"I think there's a real renaissance to what film is. It’s another tool that we have that we shouldn’t give up. It's another paintbrush. Why should we be limited to one tool?"
Ed Lachman, citado por Carolyn Giardina, in From 'Dunkirk' to 'The Post,' Some Key Oscar Contenders Relied on Film, The Hollywood Reporter.

"Shot in 35mm, it was Anderson’s original intention to shoot the film so that he got a particularly fine grain image that he could easily blow up to 70mm."
Chris O'Falt, in Why the ‘Phantom Thread’ 70mm Screenings Are a Unique Experiment That Could Look Significantly Different, IndieWire.

"We really wanted to close the loop with silent film preservation and restoration(...) We were, in a sense, giving back, and giving these films back to the world."
Mick LaSalle, in Silent Film Fest expands into preservation, San Francisco Chronicle.

"La disparition des projectionnistes n’a pas fait de bruit. Silencieux et discrets, jusqu’au bout."
Valère Gogniat, in La mort silencieuse des projectionnistes, Le Temps.