Now I can't keep you mama
But I know you're always there
You listen, you teach me mama
And I know inside you care
Interpretação ao vivo de Mama, tema retirado do álbum Genesis, durante o concerto do conjunto de Phil Collins na NEC Arena, em Birmingham, a 28 de Fevereiro de 1984.
A 1 de Novembro de 1968, a Motion Picture Association of America (MPAA) introduz o primeiro sistema de classificação etária para a produção cinematográfica norte-americana. Definido com base no conteúdo temático e/ou gráfico de cada filme, este sistema surgiu como medida de erradicação do "odioso fedor da censura" encerrado pelo Código de Produção, ou Código Hays, adoptado pela indústria em 1934.
Desde a sua introdução, o rating system da MPAA assumiu o estatuto de elemento indissociável da primeira impressão que um filme transpira para o mercado de distribuição, é objecto de estatística e o reflexo das evoluções sócio-económicas de cada época, detendo uma apresentação gráfica que a cultura popular tratou de assimilar e internacionalizar. Por esse motivo, e no dia em que se assinala os seus cinquenta anos de existência, recordamos hoje o formato concebido, em 1968, para o anúncio das primeiras quatro classificações introduzidas pela MPAA.
Celebrado anualmente no dia 31 de Outubro, o Dia das Bruxas (ou, em inglês, Halloween) é, historicamente, considerada como uma tradição de origens celtas com o propósito de prestar culto aos mortos, tendo sido mais tarde cristianizada pela Igreja primitiva e definida, finalmente, como a celebração que antecede o Dia de Todos os Mortos.
Para o Arquivo do Dia, viajamos até 1913 e a estas imagens das celebrações do Halloween em Newark. Uma "parada" de crianças exibindo máscaras e fantasias que, à época, talvez possuíssem o condão de assustar os espíritos mais sensíveis, num ambiente, tanto ontem como hoje, de jovial cultura pagã.
«It came, of course, as a great shock to us that the old H. G. Wells' fantasy, a classic original for so many adventures, stories, romances and even comic strips, should have so profound an effect upon radio listeners. The invasion by mythical monsters from the planet Mars seemed, to us, to be clearly in the realm of the fairy tale.»
A 30 de Outubro de 1938, a emissora radiofónica da Columbia Broadcasting System (CBS) transmite uma adaptação do clássico de ficção-científica de H. G. Wells, A Guerra dos Mundos. Narrada por um então desconhecido Orson Welles, o modo expressivo e vívido com que os capítulos do romance foram recriados originou, supostamente, uma onda de pânico em massa na costa leste dos Estados Unidos, por ouvintes convictos de que a transmissão, na verdade, detalhava uma genuína invasão marciana. O resto é História — e graças ao trabalho de arquivos áudio, é possível escutar essa transmissão na íntegra.
No dia seguinte, Orson Welles e a CBS foram "obrigados" a convocar uma conferência de imprensa, que hoje recordamos, para explicações, desculpas e, de alguma forma, argumentos para o pânico gerado pela emissão de 30 de Outubro. Independentemente do legado deste acontecimento, não deixa de ser interessante observar, em retrospectiva, como determinados objectos ditos noticiosos ou verídicos podem suscitar, ainda hoje, as mais perigosas interpretações.
A 29 de Outubro de 1998, John Glenn, o primeiro astronauta norte-americano a orbitar o nosso planeta, embarca no Space Shuttle Discovery, tornando-se, aos 77 anos de idade, no homem mais velho a viajar no espaço. Com o objectivo de investigar condições físicas e processos relacionados com a atmosfera solar, e estreando o sistema ATSC HDTV para transmissões ao vivo a partir do cockpit da Discovery, a missão STS-95 durou dez dias e teve, ainda, a particularidade de ser a primeira viagem espacial norte-americana com um astronauta espanhol — Pedro Duque — na tripulação.
Dos arquivos da Associated Press, recordamos os principais momentos do regresso ao espaço de John Glenn, um histórico da aviação norte-americana, pioneiro da NASA e, para muitos cinéfilos, a inspiração para o papel de Ed Harris no épico THE RIGHT STUFF (1983, Philip Kaufman).
A 28 de Outubro de 1958, Angelo Giuseppe Roncalli é eleito sumo pontífice da Igreja Católica, adoptando João XXIII como nome papal e sucedendo ao significativo pontificado de Pio XII. No seguimento de um dos conclaves mais breves da História do Vaticano, a sua escolha foi encarada, por muitos, como sendo um "papado de transição". Todavia, e não obstante o seu pontificado ter durado apenas quatro anos até ao seu falecimento em 1963, a memória do Papa João XXIII é frequentemente invocada, sobretudo pela simpatia, jovialidade e simplicidade que demonstrou, tendo ficado registado como o "Papa bom".
O momento da proclamação de João XXIII preenche o Arquivo do Dia, numa série de imagens jornalísticas, recolhidas a partir da Praça de São Pedro e actualmente preservadas no Istituto Luce Cinecittà, que demonstram o efusivo ambiente sentido em Roma após a leitura do emblemático Habemus Papam.
Se fosse viva, Teresa Wright completaria hoje 100 anos. Nova-iorquina de gema, iniciou desde muito cedo a sua carreira no grande ecrã, por intermédio do lendário produtor Samuel Goldwyn, que a escolheu para o elenco de LITTLE FOXES (1941), estreia que lhe mereceu uma nomeação ao Oscar de Melhor Actriz Secundária. A partir desse momento, Teresa Wright foi presença assídua em projectos de alguns dos principais nomes da Era Clássica de Hollywood: William Wyler (MRS. MINIVER, pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Actriz em 1942, e THE BEST YEARS OF OUR LIVES), Alfred Hitchcock (SHADOW OF A DOUBT), Sam Wood (THE PRIDE OF THE YANKEES), Raoul Walsh (PURSUED) e Fred Zinnemann (THE MEN).
Numa carreira com mais de cinquenta anos de actividade, Teresa Wright distinguiu-se, igualmente, na televisão. Para comemorar o seu centenário, resgatamos dos arquivos da NBC a sua participação em NO. 5 CHECKED OUT, episódio realizado por Ida Lupino e integrante da série Screen Director's Playhouse.