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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

O Arquivo do Dia #324 — Um "Passatempo" Chamado Depeche Mode



Filmado em dois mil e oito por Jeremy Deller e Nicholas Abrahams, realizadores com considerável produção de documentários musicais (SIGUR RÓS: EKKI MÚKK ou THE BRUCE LACEY EXPERIENCE, para referir dois títulos com maior notoriedade), e num Arquivo com potencial para ocupar a rubrica de Filmes Reencontrados publicada neste espaço, OUR HOBBY IS DEPECHE MODE (também conhecido como THE POSTERS CAME FROM THE WALLS) esteve, durante mais de uma década, desaparecido do "escrutínio" público por razões que nem os seus autores, numa entrevista concedida ao site Dangerous Minds, sabem explicar em detalhe.

Ilustrado pela sonoridade dos Depeche Mode, OUR HOBBY IS DEPECHE MODE é um fascinante documento que se revela inteiramente dedicado aos fãs do conjunto de Essex. Desde imagens "rapinadas" ao público durante concertos ao vivo até aos testemunhos e às manifestações mais sui generis de afeição em torno de um estilo musical, ou da iconografia que rodeia o vocalista Dave Gahan, eis um conciso documentário que agradará até os aficionados mais moderados dos Depeche Mode.



[Fontes: Dangerous Minds / Open Culture].
[Imagem: Koh Hasebe / Shinko Music / Getty Images].

segunda-feira, 8 de julho de 2019

O Arquivo do Dia #281 — The Velvet Underground Redescobertos



Por cortesia dos arquivos da SMU Libraries, e conforme noticiado nos primeiros dias do corrente mês de Julho, torna-se agora possível observar os The Velvet Underground — a mítica banda de rock nova-iorquina, formada por Lou Reed e John Cale — num redescoberto conjunto de raras imagens em movimento a cores.

No caso hoje destacado pelo Arquivo, recordamos a presença da banda no Dallas Peace Day, uma manifestação pacífica contra a Guerra do Vietname organizada em Outubro de mil novecentos e sessenta e nove. Num cenário de pura atmosfera hippie, os The Velvet Underground interpretaram I’m Waiting for the Man, Beginning to See the Light e I’m Set Free, havendo ainda a chance de testemunharmos os votos de paz expressos pelo guitarrista Sterling Morrison.



[Fontes: SMU Libraries / G. William Jones Film & Video Collection / Dangerous Minds].
[Imagem: SMU Libraries / G. William Jones Film & Video Collection / Consequence of Sound].

sábado, 15 de junho de 2019

Memórias em VHS #8: KEEP IT FOR YOURSELF, de Claire Denis



Desde ontem, e durante a próxima semana, o site de streaming Le Cinéma Club disponibiliza para visualização on-line a curta-metragem KEEP IT FOR YOURSELF, com Vincent Gallo e Sara Driver, e realizada por Claire Denis, em mil novecentos e noventa e um, como filme promocional para o modelo Figaro da construtora automóvel Nissan.

Considerado como perdido há vários anos, o filme foi reencontrado por Marie-Louise Khondji, a curadora do Le Cinéma Club, através de uma cópia em VHS, oriunda do Japão e em leilão no eBay. Uum processo de pesquisa, detalhado pelo site IndieWire, que releva o potencial deste formato para a salvaguarda e redescoberta de audiovisual cujo paradeiro é desconhecido.

KEEP IT FOR YOURSELF pode agora ser contemplado, na íntegra (e com a curiosidade de ostentar legendas em japonês), no Le Cinéma Club.

[Fontes: Allarts / Good Machine Inc. / Le Cinéma Club / IndieWire].
[Imagem: Le Cinéma Club].

quarta-feira, 12 de junho de 2019

ABC IN SOUND: Redescoberto Filme Experimental de László Moholy-Nagy, Artista e Professor da Bauhaus



Realizado em mil novecentos e trinta e três por László Moholy-Nagy, pintor e fotógrafo húngaro que também leccionou na Escola de Arte Bauhaus, ABC IN SOUND é um filme experimental, construído a partir do registo fotográfico de uma banda sonora óptica que pretendia demonstrar, assim, as diferenças de modulação causadas pela manipulação arbitrária da própria fita sonora. Embora tenha sido exibido por várias vezes na London Film Society ao longo dos anos trinta, o filme esteve classificado como desaparecido durante mais de oito décadas.

Naquela que será, no âmbito das artes cinematográficas, uma das notícias mais importantes do ano, o British Film Institute anunciou a redescoberta, nos seus arquivos, de uma cópia de ABC IN SOUND. Alvo de restauro em resolução 4K, a curta-metragem conhecerá estreia mundial no canal de YouTube daquela instituição a partir do próximo dia dezoito de Junho.

Segundo o press release do BFI, os factos relativos a esta redescoberta têm o seu próprio cariz de extraordinário: "The original nitrate reel was spliced to a copy of Oskar Fischinger’s Early Experiments in Hand Drawn Sound for a screening programme at the London Film Society in 1936. The highly influential London Film Society (1925-1939), run by a group of active young cineastes with backgrounds in journalism, film business and the intelligentsia, was the first significant organisation to screen films outside of an immediately commercial context. (...) The society promised to encourage the production of artistic films such as these experimental works by Moholy-Nagy and Fischinger, pushing the boundaries of sound and vision, blurring the lines between film and art. In the 1920s when it became possible to record sound as an image there was a flurry of bold, beautiful and sometimes bizarre experiments with ‘drawn’ soundtracks on film – images that made sound, and vice versa. The nitrate reel, referred to only as Early Experiments in Hand Drawn Sound with Tönendes ABC/ABC in Sound unknowingly still attached was then acquired by the BFI on 18th May 1951 and duped onto safety film on 29th October 1958. The original nitrate was not retained."

A redescoberta de ABC IN SOUND não só resgata do esquecimento um dos nomes mais influentes no seio das artes experimentais dos anos trinta, como proporciona, para as audiências contemporâneas e historiadores, a análise de um importante contributo em prol da transição do mudo para o sonoro do Cinema.

[Fonte e Imagem: British Film Institute].

domingo, 17 de março de 2019

Filmes Restaurados: TAKING TIGER MOUNTAIN



Trailer para a versão restaurada, e reeditada, de TAKING TIGER MOUNTAIN (1983, Tom Huckabee e Kent Smith).



Desaparecido de circulação desde a sua modesta e inglória estreia em 1983, a após o tratamento digital das matrizes originais em resolução 4K, os realizadores Tom Huckabee e Kent Smith decidiram revisitar TAKING TIGER MOUNTAIN, um filme protagonizado pelo malogrado Bill Paxton, feito com restos de película em 35mm que sobraram da produção de LENNY e que conhece, em 2019, uma nova vida por intermédio da Etiquette Pictures.

[Fonte: Blu-ray.com].
[Imagem: Etiquette Pictures].
[Vídeo: Tom Huckabee].

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O Arquivo do Dia #218 — Lenny Bruce (Re)Descoberto



Mais conhecido pelo seu (polémico) trabalho de stand-up comedy, Lenny Bruce aventurou-se também pelo Cinema, tendo assinado e/ou protagonizado um tímido conjunto de obras, que apenas denotaram registo na cena vanguardista de Nova Iorque, ou nem sequer chegaram a ser exibidos publicamente.

São exemplo disso, e a propósito da recente descoberta de uma bobine de filme em 16mm com uma obscura curta-metragem escrita por Lenny Bruce, os dez minutos — sem som — que compõem o Arquivo de hoje. Denominado THE LEATHER JACKET, o projecto perdeu financiamento durante a sua rodagem e, não obstante a sua parca metragem, é uma perfeita amostra dos ambientes e interesses que dominaram toda a carreira do humorista: da crítica ao capitalismo, passando por vislumbres de sexploitation, e culminando no permanente conflito com a lei e a autoridade, THE LEATHER JACKET é, definitivamente, uma imagem do espírito criativo de Lenny Bruce.



[Fontes: Historic Films Stock Footage Archive / Brandeis University Library.]
[Imagem: Examiner Press.]

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

THE PRICE OF BETRAYAL: Victor Sjöström Reencontrado



A recente descoberta de uma cópia em nitrato de THE PRICE OF BETRAYAL (no original, Judaspengar; também conhecido como L’Argent de Judas), curta-metragem realizada por Victor Sjöström em 1915, é já um dos acontecimentos de restauro cinematográfico do ano, permitindo, simultaneamente, uma nova perspectiva sobre o trabalho e estilo dos anos formativos do realizador de KÖRKARLEN (1921) e HE WHO GETS SLAPPED (1924).

O filme, sobre um homem desempregado e desesperado por encontrar ajuda para a sua esposa doente, foi redescoberto pelo Centre National du Cinéma (CNC) numa colecção suíça e restaurado em definição 4K, numa colaboração com o Svenska filminstitutet. A cópia reencontrada é datada de 1926, com intertítulos em francês e alemão, e apresentava extensos danos físicos, tais como perfurações rasgadas e atenuada degradação de imagem. Para a versão restaurada, os intertítulos foram recriados pelo Svenska filminstitutet com base em fontes não-fílmicas daquele instituto e da Library of Congress, em Washington.

THE PRICE OF BETRAYAL será exibido publicamente, pela primeira vez, no próximo dia 9 de Outubro durante o Festival Le Giornate del Cinema Muto, em Pordenone.



[Fontes: CNC / Le Giornate del Cinema Muto].
[Imagens: CNC].

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Marylin (Re)Descoberta



In a love scene with Clark Gable, Monroe dropped the covering bed-sheet and exposed her body. It would have been one of the first – if not the first – nude scenes by an American actress in a major production in the sound era of film if it had made it into the final version.

Director John Huston refused to include the nude scene, allegedly because he felt it was unnecessary to the story. But Frank Taylor believed that it was important and so ground-breaking that he saved it.


Considerada há muito perdida pela comunidade historiográfica, uma cena de nudez de Marylin Monroe, em OS INADAPTADOS (1961), foi preservada pelo produtor Frank Taylor, e redescoberta num cofre fechado pelo seu filho Curtis. De momento, permanece a incógnita de quando e onde estas imagens conhecerão eventual divulgação pública.

[Imagem: Metro-Goldwyn-Mayer Studios / Photofest].

terça-feira, 17 de julho de 2018

Charles Chaplin e A Nova Vida de THE PROFESSOR



Considerado como "o maior mistério do catálogo Chaplin", THE PROFESSOR conhece finalmente a luz do dia, graças a uma vasta pesquisa historiográfica nos arquivos de Charles Chaplin e ao trabalho de restauro da Cineteca di Bologna.



Entre os motivos que impediram a estreia comercial de THE PROFESSOR, e respectiva inclusão na filmografia oficial de Chaplin, salienta-se uma série de "desavenças comerciais" entre o actor e a First National, a produtora de títulos como VIDA DE CÃO (1918), O GAROTO DE CHARLOT e, sobretudo, O PEREGRINO (1923), que seria o último filme realizado por Chaplin para aquela chancela.

Apesar de o seu argumento ser basicamente constituído por cenas não utilizadas de outros filmes, tal não impede que THE PROFESSOR seja mais um revelador objecto do génio de Charles Chaplin, do seu timing cómico perfeito, do absoluto controlo da arte da pantomima e da sua audácia, na sequência final, em lançar uma pequena farpa à própria indústria do Cinema.

[Fonte e Imagem: charliechaplin.com].

sábado, 12 de maio de 2018

Júbilo em Technicolor



A propósito da recente redescoberta, pelo BFI National Archive, de uma série de pequenos filmes em Technicolor datados dos anos 20 — com óbvio destaque para a fugaz visão do que aparenta ser um screen test de Louise Brooks —, a edição de Junho da revista Sight & Sound partilha (num artigo apropriadamente intitulado de "Pretty In Pink") a real importância, histórica e cultural, de um arquivo desta natureza:

«It may be difficult for archives to justify keeping short pieces of old film. They may not seem to have any great purpose and it might not be possible to reconstruct a whole film from these fragments — but they are all pieces of a puzzle. And while I'm glad we have examples of lost early Tecnicolor that we can use to inform future restoration work, I'm not going to pretend that I'm not excited about the content, that little glimpse of Louise in her first credited film role.»



Para além do pequeno trecho de Louise Brooks (referente à sua participação em THE AMERICAN VENUS, de 1926, um filme considerado perdido), foram também redescobertos materiais de títulos como THE FAR CRY (1926, Silvano Balboni), THE FIRE BRIGADE (1926, William Nigh) e DANCE MADNESS (1926, Robert Z. Leonard).

[Imagem: BFI National Archive/Paramount Pictures].
[Fonte: British Film Institute].

terça-feira, 24 de abril de 2018

Adam West Redescoberto



"I'm taking a holiday from crime fighting in Gotham City. No rest from danger though because, all around us, is that deadly, daily danger: traffic!"

Não foi há muito tempo que se abordou, neste espaço, o legado das imagens em movimento para Televisão consideradas perdidas e os esforços em torno da sua recuperação.

Nem de propósito, foi reportada recentemente a auspiciosa notícia de que a Kaleidoscope, empresa especializada na pesquisa e localização de imagens produzidas para Televisão, redescobriu este filme publicitário britânico de prevenção rodoviária, datado de 1967 e protagonizado pelo actor Adam West na pele de Batman, a personagem que mais o popularizou:



A redescoberta deste spot televisivo, disponível para visualização após cinquenta anos de paradeiro incerto, serviu de mote para a divulgação da lista UK’s Top 100 Missing TV Shows, numa iniciativa da Kaleidoscope com convite a participação pública.

[Fontes: BBC e Birmingham City University.]









sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Stan Laurel Redescoberto



O Frisian Film Archive anunciou ontem a redescoberta de diversos fragmentos pertencentes a DETAINED, curta-metragem protagonizada por Stan Laurel, e considerados perdidos desde a década de 1970.

A descoberta foi feita pelo arquivista Jurjen Enzing que, ao reconhecer Stan Laurel nos fotogramas de uma bobine de nitrato, confirmou tratar-se de um projecto a solo, datado de 1924, do famoso actor cómico. Entre as sequências redescobertas, destaca-se um breve momento no qual Laurel escapa, de forma quase absurda, a uma pena de morte por enforcamento.

O site oficial do Frisian Film Archive disponibiliza a (agora) versão completa de DETAINED para visualização, assim como um vídeo que salienta as cenas redescobertas:





[Fontes: Frisian Film Archive e DutchNews.]
[Imagem: Lord Heath.]


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Reencontro com LA BELLE MARINIÈRE



Vídeo promocional sobre a exibição, em Setembro passado, de LA BELLE MARINIÈRE, realizado por Harry Lachman e considerado perdido durante mais de sete décadas.

Está em curso o projecto de restauro do filme, com vista à sua edição em DVD, pela Lobster Films.



[Fonte: Musée du cinéma Bueil.]

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A História do Restauro de THE GRIM GAME



As circunstâncias de como uma cópia intacta de THE GRIM GAME, longa-metragem de 1919 considerada perdida durante décadas e um dos mais importantes registos cinematográficos do lendário Harry Houdini, chegou às mãos do restaurador Rick Schmidlin são invocadas, em tom vívido e muito didáctico, neste artigo assinado por Will Stephenson para a The Paris Review.

Do fascínio de Houdini pela Sétima Arte ("I think the film profession is the greatest, and that the moving picture is the most wonderful thing in the world") até ao primeiro encontro de Schmidlin com Larry Weeks, um ilusionista reformado que guardou, na sua casa de Brooklyn, a única cópia de THE GRIM GAME de que se conhece o paradeiro, Will Stephenson esboça um dos textos mais absortos e completos que este espaço pôde ler, nos últimos tempos, sobre preservação e restauro de Cinema.

"Most every project I’ve worked on was exciting in some way. But how often do you find an important, lost, or even just rumored film, in a fifth-floor apartment owned by a ninety-five-year-old juggler? A hundred percent intact? To be able to go up there on a rainy day in Brooklyn and find this film, which most people doubted existed at all? That experience alone was one of the most exciting I’ve ever had.", Rick Schmidlin.

[Fonte e imagem: The Paris Review].

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Méliès Redescoberto



O Czech National Film Archive (NFA) anunciou hoje a redescoberta de MATCH DE PRESTIDIGITATION, um "filme perdido" de 1904 realizado por George Méliès.

Encontrada numa bobine de enganador título "Les Transmutations imperceptibles", esta curta-metragem de dois minutos — sobre um ilusionista com a habilidade de se dividir em dois para, logo de seguida, "reencontrar-se" — será alvo de restauro e, de acordo com Jana Ulipova, porta-voz da NFA, projectada numa sessão futura dedicada aos filmes de George Méliès.

[Fonte: The Guardian]

domingo, 16 de dezembro de 2012

A Poesia da Decadência do Nitrato



DECASIA, de Bill Morrison, é um documentário composto por excertos de filmes, encontrados em diversos arquivos fílmicos norte-americanos, severamente afectados pelo tempo, pelo esquecimento e por más condições de preservação. Por outras palavras, exemplos do que a decomposição do síndroma do vinagre pode causar à película de nitrato.

Mais do que uma meditação em prol da preservação da película, DECASIA revela-se genuíno filme poético. Impulsionado por uma hipnótica banda sonora da autoria de Michael Gordon, reflecte sobre a memória da nossa civilização e descortina, apesar dos "defeitos químicos" patenteados nas imagens, um passado em constante movimento e transformação.



Filme imperdível, para adeptos da causa da conservação do legado audiovisual da Humanidade e não só, finalmente disponível em DVD e Blu-Ray.

[Fonte: DVDBeaver.]

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

THE WHITE SHADOW (1924), de Alfred Hitchcock



Um dos primeiros filmes a contar com o génio (no argumento e na co-realização) de Alfred Hitchcock, durante décadas considerado perdido, parcialmente redescoberto na Nova Zelândia e restaurado pela National Film Preservation Foundation (NFPF), finalmente disponível on-line e para o mundo:



Notas do restauro de THE WHITE SHADOW:

. preservação coordenada pelo New Zealand Film Archive e Academy Film Archive of the Academy of Motion Picture Arts and Sciences a partir de uma cópia em nitrato identificada por Leslie Lewis, do NFPF;

. o trabalho de restauro foi completado em 2011 na Park Road Post Production, na Nova Zelândia, e financiado pela Academy Film Archive e NFPF;

. digitalização operada a 18 frames por segundo, a partir de uma cópia colorida em 35mm preservada pela Academy Film Archive, com novos créditos e intertítulos.

[Fonte: National Film Preservation Foundation.]

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O primeiro filme a cores da História... — 2ª parte



O processo patenteado por Edward Raymond Turner, o criador dos primeiros filmes a cores da História do Cinema e que ontem aqui se destacou, assim como o seu restauro levado a cabo pelo National Media Museum, são detalhados neste breve, mas profundamente didáctico, vídeo institucional, onde se depreende a precisão, minuciosidade e paixão inerentes ao restauro de película centenária:



[Fonte: Canal do YouTube do National Media Museum.]
Agradecimento especial: Paulo Soares.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O primeiro filme a cores da História...



... não pertence a nenhum dos nomes incontornáveis da Sétima Arte.

A partir de hoje, esse "galardão" terá de ser atribuído a Edward Raymond Turner, que em 1899 patenteou, em Londres, um processo de colorização anterior ao Kinemacolour (inventado em 1909 e geralmente aceite como o primeiro método de colorização em cinema).

As experiências primordiais desse processo foram recentemente descobertas, 110 anos depois de terem ficado armazenadas e esquecidas numa pequena bobina, e restauradas pelo National Media Museum, sediado em Bradford.



O aspecto dos genuínos primeiros filmes a cores do Cinema — sim, observamos aqui à reescrita da História desta arte — podem ser agora apreciadas em todo o seu peculiar esplendor:



Entre as diversas conclusões que se podem extrair desta notícia, uma é inegável: a película de nitrato continuará a ser um manancial para uma redescoberta da História, seja ela artística ou não, tal como a conhecemos.

[Fonte: BBC News e NewScientist.]
Agradecimento especial: Paulo Soares.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Filmes (Re)Encontrados #2



Analisando o percurso de PRIVATE PROPERTY, realizado em 1960 por Leslie Stevens que, com este filme, pretendeu unir o comercialismo do noir americano da época com um cinema tipicamente art-house, é fácil depreender as razões porque esteve desaparecido durante mais de cinquenta anos, até à sua recente redescoberta no arquivo fílmico de uma universidade.

Apesar do conteúdo de PRIVATE PROPERTY nos parecer, hoje em dia, sobejamente tímido, a abordagem franca, para o seu tempo, à sexualidade colocou-o rapidamente em rota de colisão com os censores do cinema comercial norte-americano. Frustração sexual feminina, simbolismo erótico, sugestão de nudez e de relações sexuais, inquietação social e crítica ao capitalismo empolgam um argumento que, logo à partida, escolhe a figura do violador psicopata como um dos seus protagonistas.

Quando o filme estreou num cinema de Nova Iorque, em Abril de 1960, fê-lo sem a aprovação da Motion Picture Production Code, ao qual se somaram uma condenação pública por parte da Legion of Decency e uma apreciação crítica pouco favorável.

A sua retirada das salas foi célere. Nos anos seguintes, PRIVATE PROPERTY viu-se relegado para o circuito do art-house europeu (foi particularmente bem recebido na Dinamarca, em 1965) e exibido, muito ocasionalmente, em projecções privadas.









O processo de redescoberta de PRIVATE PROPERTY só agora começou. Para além da localização de uma cópia, esta obra virtualmente desconhecida de Leslie Stevens (mais conhecido por ter sido um dos criadores da série de culto The Outer Limits) promete reescrever, em parte, a História do film noir norte-americano, havendo já quem o considere como "o elo perdido na transição do género para os anos sessenta".

[Fonte: Bright Lights Film Journal.]

[Fotos: Bright Lights Film Journal e Movielegends.]