quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O Arquivo do Dia #216 — Dia de São Valentim, por Nat King Cole



Like a fire
Burning beyond control,
Wild is love
Deep in my heart and soul

And though wild as the wind
And wild as the rolling sea,
Nothing could ever be
As wild as love.

And I know
I must go
Wherever love takes me,
Whatever love makes me,
I will be!


Nat King Cole interpreta Wild is Love, para um especial televisivo com o mesmo nome emitido pela CBC, em Novembro de 1961.



[Fontes: CBC Television / Celebsacrosstheweb.]
[Imagem: grammy.com.]

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Estreia da Semana: VICE



VICE, de Adam McKay, rodado em película de 8mm (Kodak Vision3 500T 7219), 16mm (Kodak Vision3 500T 7219) e 35mm (Kodak Vision3 200T 5213, Vision3 500T 5219).

«As the story is complex and involved, we felt most of the production needed to be filmed on 35mm with low-contrast and in quite a classic, traditional manner – with the camera locked-off or with simple dolly and track moves – like you would find in a beautifully-shot film from the 1970s», Greig Fraser, director de fotografia do filme.

[Fonte: Kodak Motion Picture Film].
[Imagem: Matt Kennedy / Annapurna Pictures].

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O Arquivo do Dia #215 — Os Livros da Vida de Jean Renoir



No dia em que se assinalam os 40 anos do seu falecimento, o Arquivo de hoje recorda Jean Renoir, singular cineasta e autor dos memoráveis LA GRANDE ILLUSION (1937) ou LA RÈGLE DU JEU (1939), a falar de uma temática que não o Cinema: os livros que, desde a sua infância, influenciaram o homem e o realizador.

No topo das preferências, Hans Christian Andersen e Alexandre Dumas (Pai), cujos livros suscitaram no jovem Renoir toda uma variedade de emoções — exceptuando a tristeza — e, mais tarde, Stendhal, Fyodor Dostoievski e Dante Alighieri, escritores que formaram o espírito e a criatividade de um dos realizadores mais distintos do Cinema Francês (clicar na imagem para acesso ao vídeo).



[Fontes: RTF / INA.fr.]
[Imagem: Hulton Archive / Getty Images / Sud Ouest.]

Pedro Costa: "Achei que valia a pena partir do negativo, os resultados são infinitamente melhores"



Pedro Costa: Tu vês uma boa cópia de 35mm, mono, a preto-e-branco na Cinemateca, tens a imagem e o som juntos no ecrã, com um corpo, quase que podíamos dizer 'orgânico'. Agora tens uma imagem [digital] que te salta aos olhos, literalmente, que te ataca, que é muito brilhante, e um som que te rodeia, que te cerca por todos os lados, que é muito aspirado, muito soprado, que tende para os baixos, para os graves, que é um corpo estranho à imagem.

Ricardo Vieira Lisboa, do site À Pala de Walsh, fala com o cineasta Pedro Costa sobre o restauro fílmico de OS VERDES ANOS e MUDAR DE VIDA, de Paulo Rocha. Para ler, na íntegra, no mais recente número da Aniki — Revista Portuguesa da Imagem em Movimento.

[Fonte: Aniki — Revista Portuguesa da Imagem em Movimento, número 1, Janeiro de 2019].
[Imagem: Midas Filmes].

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O Arquivo do Dia #214 — A Revolução Iraniana



A 11 de Fevereiro de 1979, grupos revolucionários ocupam, pela força das armas, edifícios governamentais e estações de rádio e televisão no Irão, resultando na tomada de poder pelo ayatollah Ruhollah Khomeini e na efectiva abolição da monarquia do Xá Mohammad Reza Pahlevi. No que a História registou como Revolução Iraniana, a ascensão ao poder de Khomeini acarretou profundas transformações políticas e culturais no país, nomeadamente pelo estabelecimento de um código legislativo baseado no fundamentalismo religioso, no recuo das liberdades e direitos das mulheres e no dealbar de um longo historial de tensas relações com o Ocidente.

Dos arquivos da britânica ITV, recordamos este especial informativo, emitido no programa TV Eye, que, directamente das ruas de Teerão, reportava o ponto de situação e os sentimentos da sociedade iraniana em relação a um movimento revolucionário cujas pragmáticas repercussões influenciaram, até aos nossos dias, o panorama político do Médio Oriente.



[Fontes: ITV / ThamesTv.]
[Imagem: Radio Free Europe.]

sábado, 9 de fevereiro de 2019

O Arquivo do Dia #213 — Albert Finney (1936 - 2019)



«My job is acting.»

No momento em que se noticia o falecimento de Albert Finney, versátil intérprete britânico e popularizado pelas suas presenças em títulos como TOM JONES (1963), MURDER ON THE ORIENT EXPRESS (1974), UNDER THE VOLCANO (1984), MILLER'S CROSSING (1990) ou ERIN BROCKOVICH (2000), o Arquivo do Dia recorda o actor numa entrevista, concedida em Maio de 1977 à então Antenne 2 (hoje France 2), a propósito da sua chegada a Cannes para a exibição de THE DUELLISTS no Festival daquele ano.

Num francês impecável, Finney discorre sobre o seu papel no filme de Ridley Scott, o râguebi da sua juventude, a importância de representar Shakespeare e os mistérios que o futuro lhe reservava.



[Fontes: France Télévisions / INA.fr.]
[Imagem: Fox Photos/ Hulton Archive / Getty Images.]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O Arquivo do Dia #212 — Noções de Cinema Soviético



Adaptado e narrado por Richard Schickel, crítico e historiador de Cinema, THE BIRTH OF SOVIET CINEMA (1972) assume-se como um documentário fundamental para os entusiastas e académicos do Cinema Soviético.

Salientando os títulos primordiais, destacando a "eloquência" que se obtinha na mesa de montagem e traçando a ideologia política subjacente à escola soviética dos anos 20, e com os mandatários excertos de filmes assinados por Lev Kuleshov, Sergei Eisenstein, Vsevolod Pudovkin e Alexander Dovzhenko, THE BIRTH OF SOVIET CINEMA, não obstante a sua económica metragem (disponibilizado em duas partes na página do Internet Archive), revela uma profunda análise temática e formal de uma das cinematografias mais influentes da História do Cinema.



[Fontes: Mosfilm Studios / Films for the Humanities / Internet Archive.]
[Imagem: Cinephilia and Filmmaking.]

Estreia da Semana: THE FAVOURITE



THE FAVOURITE, de Yorgos Lanthimos, rodado em película de 35mm (Kodak Vision3 500T 5219, Kodak Vision3 200T 5213, Kodak Vision3 50D 5203).

«Unlike digital, where you have to impose a 'filmic look', the default setting of film is a 'filmic look'.», Robbie Ryan, director de fotografia do filme.

[Fonte: Kodak Motion Picture Film].
[Imagem: Atsushi Nishijima / Twentieth Century Fox Film Corporation].

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O Arquivo do Dia #211 — Black History Month



Nos Estados Unidos da América e no Canadá, Fevereiro assinala o Black History Month: um mês consagrado à História Afro-Americana, que sublinha as personalidades e os eventos históricos mais marcantes da diáspora africana no continente americano. Criado em 1926 pelo historiador Carter G. Woodson (na imagem) e formalmente instituído em 1970, o Black History Month recorda a inegável influência desta cultura na sociedade norte-americana, não sendo, todavia, isento de críticas no seio da própria comunidade afro-americana; Morgan Freeman, um dos opositores mais mediáticos desta celebração, revela-se peremptório na sua opinião: "I don't want a Black history month. Black history is American history."

Em 1968, no auge da agitação social do Movimento dos Direitos Civis e pouco depois do assassinato de Martin Luther King, a CBS realizou OF BLACK AMERICA, uma série de documentários sobre a História e a situação da comunidade afro-americana (incluindo uma detalhada incursão pelo modo como o cidadão negro foi representado no Cinema Americano), do qual BLACK HISTORY: LOST, STOLEN OR STRAYED, segmento apresentado por um Bill Cosby militante, provocador e muito distante dos escândalos que abalaram a sua imagem pública, tornou-se no segmento mais premiado e notório de toda a série documental.



[Fontes: CBS / Reelblack.]
[Imagem: Hulton Archive / Getty Images / Time.]

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O Arquivo do Dia #210 — O Centenário da United Artists



A 5 de Fevereiro de 1919, em Hollywood, D. W. Griffith, Charles Chaplin, Mary Pickford e Douglas Fairbanks firmam o contrato e termos da United Artists Corporation, numa decisão motivada pela premissa de permitir aos artistas um maior controlo, libertando-os dos imperativos dos grandes estúdios, sobre os interesses e opções das suas carreiras. Ao longo das décadas, a United Artists conheceu diversas aquisições e reestruturações, estando o seu acervo, desde 1981, sob administração da Metro-Goldwyn-Mayer.

Do dia da fundação da United Artists, a principal imagem preservada e cultivada pela cinefilia será a da assinatura do próprio contrato da empresa. A fotografia que ilustra o Arquivo de hoje constitui-se como a mais célebre, no entanto esse mesmo momento, no qual Pickford, Griffith, Chaplin e Fairbanks formalizam e celebram o nascimento do primeiro estúdio independente da História do Cinema, mereceu registo filmado e — para nosso deleite — sobreviveu até aos nossos dias.



[Fontes: United Artists Corporation / Kinolibrary Archive Film.]
[Imagem: Pre-Code.com.]