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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Estreia da Semana: ALVA



ALVA, de Ico Costa, rodado em película de 16mm.

«Director Ico Costa makes use of 16mm film to shoot his feature debut ALVA, a modest but potent entry into the slow cinema tradition. The natural grain, enhancing the texture and tactility of Henrique’s rural existence while imbuing the ambient natural light with a spectral, otherworldly quality, sets up an interplay between the corporeal and psychological which defines the central figure’s journey throughout the piece», Rhys Handley, na crítica do filme publicada no site Vague Visages.



[Fonte: Vague Visages].
[Imagem e Trailer: TERRATREME Filmes].

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Novidades Analógicas #16: Moreton ft. James Vincent McMorrow, 'See Yourself'



Videoclip para See Yourself, tema sentimental interpretado pela australiana Moreton, em dueto com James Vincent McMorrow. Realizado por Mia Forrest, em película de 16mm (Kodak).



[Fonte: Niche Productions].
[Imagem: Kodak Motion Picture Film].

sábado, 28 de dezembro de 2019

O Cinema de 2019 — Um Balanço "Analógico"



No momento em que o Cinema volta a ser o protagonista de mais uma "batalha tecnológica" — isto é, entre a exibição em sala e o incremento da exclusividade de estreias em plataformas de streaming, com todas as implicações que essa nova dinâmica comercial veio trazer para o mercado da distribuição —, 2019 revelou-se um período animador e proveitoso no que toca à produção cinematográfica em suporte analógico.

Ao longo dos últimos doze meses, as salas de cinema portuguesas acolheram 30 títulos filmados, inteira ou parcialmente, em película. Esta contabilidade representa um ligeiro acréscimo de rodagens analógicas exibidas no nosso país, face aos 26 filmes estreados ao longo de 2018. Neste âmbito, e à semelhança dos anos anteriores, essa produção não se cingiu a nenhum contexto orçamental nem geografias ou temáticas em particular; o único denominador comum, aqui, é a opção pela Kodak enquanto fornecedor de suporte fílmico. A listagem de estreias em película no nosso país — ordenadas pela sua data de estreia e dispostas por título original, realizador, formato e (quando disponível) especificações técnicas —, que abaixo se publica, deixa claro que a "morte da película" foi prematuramente anunciada.

  • THE OLD MAN AND THE GUN (David Lowery): 16mm [Kodak Vision3 200T 7213];
  • VOX LUX (Brady Corbet): 35mm [Kodak Vision3 250D 5207, Kodak Vision3 200T 5213, Vision3 500T 5219];
  • THE FAVOURITE (Yorgos Lanthimos): 35mm [Kodak Vision3 500T 5219, Kodak Vision3 200T 5213, Kodak Vision3 50D 5203];

  • VICE (Adam McKay): 8mm [Kodak Vision3 500T 7219], 16mm [Kodak Vision3 500T 7219] e 35mm [Kodak Vision3 200T 5213, Vision3 500T 5219];
  • ASH IS PUREST WHITE (Jia Zhangke): 35mm;
  • CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS (João Salaviza e Renée Nader Messora): 16mm [Kodak Vision3 500T 7219];
  • THE KAMAGASAKI CAULDRON WAR (Leo Sato): 16mm;
  • AYKA (Sergei Dvortsevoy): 16mm [Kodak Vision3 250D 7207, Vision3 500T 7219];
  • DIAMANTINO (Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt): 16mm [Kodak Vision3 500T 7219];
  • SUNSET (László Nemes): 35mm [Kodak Vision3 500T 5219] e 65mm [Kodak Vision3 500T 5219];
  • RED JOAN (Trevor Nunn): 35mm;
  • THE BEACH BUM (Harmony Korine): 35mm [Kodak Vision3 250D 5207, Vision3 500T 5219];
  • POKÉMON: DETECTIVE PIKACHU (Rob Letterman): 35mm [Kodak Vision3 500T 5219, Vision3 50D 5203];
  • HIGH LIFE (Claire Denis): 16mm [Kodak Super 16];
  • PÁJAROS DE VERANO (Ciro Guerra e Cristina Gallego): 35mm [Kodak Vision3 50D 5203, Vision3 250D 5207, Vision3 500T 5219];
  • PETRA (Jaime Rosales): 35mm [Kodak Vision3 250D 5207, Vision3 500T 5219];
  • UN COUTEAU DANS LE COEUR (Yann Gonzalez): 16mm [Kodak Vision3 200T 7213, Vision3 500T 7219, Eastman Double-X 7222, Wittner Chrome 200D] e 35mm [Kodak Vision3 200T 5213, Vision3 500T 5219];
  • HER SMELL (Alex Ross Perry): 35mm [Kodak];
  • ONCE UPON A TIME... IN HOLLYWOOD (Quentin Tarantino): 8mm [Kodak Ektachrome 100D 7294], 16mm [Kodak Ektachrome 100D 7285] e 35mm [Kodak Vision3 200T 5213, Vision3 500T 5219];


Paralelamente às estreias em sala, e em jeito de curiosidade, é digno de registo os quatro filmes rodados em película que, no nosso país, conheceram exibição "privativa" no Netflix — uma realidade que não só enfatiza o dilema mencionado no primeiro parágrafo deste balanço, como promete proporcionar redobrado debate em 2020: UNCUT GEMS, o novo filme de Josh e Benny Safdie rodado inteiramente em 35mm, chegará a Portugal no próximo dia 31 de Janeiro e exclusivamente através daquela plataforma de streaming.
  • ANIMA (Paul Thomas Anderson): 35mm [Kodak];
  • THE IRISHMAN (Martin Scorsese): 35mm [Kodak Vision3 250D 5207, Vision3 500T 5219];
  • 6 UNDERGROUND (Michael Bay): 35mm [Kodak];
  • MARRIAGE STORY (Noah Baumbach): 35mm [Kodak Vision3 200T 5213, Vision3 500T 5219];

Num breve exercício de antevisão, 2020 também poderá ser interessante em termos de produção em película. Só no próximo ano, teremos o regresso ao activo de alguns dos defensores do formato — Christopher Nolan a filmar TENET em 65mm; Wes Anderson preferiu a película de 16mm e 35mm para THE FRENCH DISPATCH; Greta Gerwig optou pelo 35mm para a sua versão de LITTLE WOMEN; o remake de WEST SIDE STORY, por Steven Spielberg, está a ser rodado em analógico... —, assim como produção portuguesa em 16mm (TU ACIMA DE TUDO, de Lucas Elliot Eberl e Edgar Morais) e de uma contínua presença dos players tecnológicos (SEBERG, de Benedict Andrews e filmado em 35mm, chegar-nos-à pela chancela da Amazon Studios) no mercado, há muitas hipóteses de, daqui a doze meses, podermos fazer mais um "balanço analógico" positivo.

Imagem:
1 Logotipo KODAK Motion Picture Film.
2 Imagem dos bastidores de THE FAVOURITE, rodado em película de 35mm (© Atsushi Nishijima / Fox Searchlight).
3 Fotogramas de ONCE UPON A TIME... IN HOLLYWOOD, © CPC London.
4 Fotograma de MARRIAGE STORY, © Nick Lazzaro.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Estreia da Semana: SORRY WE MISSED YOU



SORRY WE MISSED YOU, de Ken Loach, rodado em película de 16mm (Kodak Vision3 250D 7207, Vision3 200T 7213, Vision3 500T 7219).

«(...) the innate texture and grain of 16mm has a unique character, which you just don’t get with digital. To my mind, 16mm delivers a more honest image, and you can certainly feel it in the human family drama in SORRY WE MISSED YOU», Robbie Ryan, director de fotografia do filme.

[Fonte: Kodak].
[Imagem: Joss Barratt / Sixteen Films / BBC Films].

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Novidades Analógicas #15: Doclisboa 2019



A menos de vinte e quatro horas do início do Doclisboa 2019, o Síndroma do Vinagre debruça-se sobre a "oferta analógica" que o Festival nos reserva este ano.

Partindo dos títulos que foram rodados, inteira ou parcialmente, em formatos de película, assim como aqueles que fazem das imagens de arquivo a sua principal fonte de trabalho, conclui-se que a programação do Doclisboa 2019 — neste exercício, não foram tomados em linha de consideração os títulos que compõem as retrospectivas do Festival — irá exibir mais de vinte filmes "analógicos", sendo particularmente curiosa a predominância no recurso à película de 16mm.



Competição Internacional

Competição Portuguesa


Riscos

Da Terra à Lua


Heart Beat

Doc Alliance

Competição Internacional

[Fonte: Doclisboa 2019].

Imagens:
1 Doclisboa.
2 Fotograma de JOURNEY THROUGH A BODY; Camille Degeye.
3 Fotograma de RAPOSA (Leonor Noivo); Terratreme Filmes.
4 Fotograma de THE QUIET ONE (Oliver Murray); My Accomplice & Gizmo Films.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

O Arquivo do Dia #315 — A Ficção-Científica Segundo Isaac Asimov



Sentado em frente à sua máquina de escrever, em pleno processo de escrita — uma visão genuinamente rara, no que a imagens em movimento se refere —, olhos fixos no espectador enquanto as suas palavras são captadas no belíssimo formato da película de 16mm, Isaac Asimov traça a sua opinião e o seu conhecimento sobre a história da ficção-científica, enquanto género literário e cinematográfico, ao longo do Século XX.

A HISTORY OF SCIENCE FICTION FROM 1938, curta-metragem documental produzida em mil novecentos e setenta e um para a Universidade do Kansas, e como o título indica, apresenta-nos o autor da saga "A Fundação" e de "I, Robot" a discorrer, numa meia hora deveras enciclopédica, sobre os momentos (as pulp magazines, o surgimento da literatura de Robert A. Heinlein ou Ray Bradbury, os filmes de série B dos anos cinquenta, a chegada do Homem à Lua como o pináculo de toda a ficção concebida até à época) que, na sua opinião, marcaram o género da ficção-científica.



[Fontes: Universidade do Kansas / mrnobodysprincess].
[Imagem: Gizmodo].

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Estreia da Semana: KILLERMAN



KILLERMAN, de Malik Bader, rodado em película de 16mm (Kodak Super 16).

«(...) with its gritty 16mm cinematography from Ken Seng, it so much evokes New York City from decades past that any viewer over 40 could be forgiven for expecting such '70s fixtures as Gene Hackman or Tony LoBianco to come roaring up in a Ford Gran Torino.", Cary Darling, in Times Union.

[Fonte: Times Union].
[Imagem: Blue Fox Entertainment / Solution Entertainment Group / Deeper Water / Bader Bros. Pictures / Digital Ignition Entertainment].

terça-feira, 23 de julho de 2019

O "Renascimento Asiático" do Cinema Analógico



"Stepping into Space Cell is like travel­ling back in time. Tucked away in a converted ground-floor flat in Samcheong-dong, a quiet neighbour­hood on the northern outskirts of South Korea’s capital, Seoul, this 'handmade-film lab' is filled with equipment very much at odds with the digital age.

The main space doubles as a screening room and is filled with Super 8 and 16mm film projectors. What was once a kitchen is now a makeshift dark room, its walls lined with sinks and bottles of chemicals nece­ssary for processing film stock. A back room is dominated by two contrap­tions – one for animations, the other a contact printer – seemingly past their prime
".

No coração da capital da Coreia do Sul, o colectivo Space Cell procura reavivar métodos analógicos de produção e exibição cinematográficas. Para ler, na íntegra, no site South China Morning Post.

[Fonte e Imagem: South China Morning Post].

sábado, 20 de julho de 2019

A Febre do Arquivo #6: Apollo 11 (2019, Todd Douglas Miller)



"I do say that space can be explored and mastered without feeding the fires of war, without repeating the mistakes that man has made in extending his writ around this globe of ours.

There is no strife, no prejudice, no national conflict in outer space as yet. Its hazards are hostile to us all. Its conquest deserves the best of all mankind, and its opportunity for peaceful cooperation may never come again.

(John F. Kennedy)

Da diversa iconografia que, habitualmente, é destacada para a definição dos acontecimentos marcantes do Século XX, as imagens da chegada de Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, a vinte de Julho de mil novecentos e sessenta e nove, contam-se entre as mais célebres, reproduzidas e escrutinadas dos últimos cinquenta anos. Nesse mesmo período de tempo, versando sobre a Apollo 11, multiplicaram-se filmes e séries documentais, gizou-se literatura fotobiográfica, ensaios históricos e recriações em banda desenhada, e até se desenvolveram jogos de computador.



É, portanto, no seio de uma abundante produção historiográfica (e não esquecendo a existência de footage cujo paradeiro ainda nos "esquiva") que APOLLO 11 imprime novo fôlego a um tema já merecedor de variadas abordagens. Inteiramente composto por materiais de arquivo, nos quais se inclui metragem filmada pela NASA em 70mm que nunca conheceu apresentação pública, o grande trunfo do documentário de Todd Douglas Miller reside, precisamente, numa montagem daquele acervo fílmico capaz de reconstruir o arrebatamento que o mundo então nutriu em torno da missão e objectivos da Apollo 11.

APOLLO 11 esboça, acima de tudo, a dinâmica e profusa narração audiovisual da cadeia de acontecimentos: das impressionantes imagens em 70mm (os momentos na plataforma de lançamento ou a visão do entusiasmo dos populares que então observaram o evento ao vivo são, neste grande formato, particularmente impressionantes) aos filmes captados por operadores que, literalmente, circularam pelos responsáveis da missão na sala de controlo do Centro Espacial Kennedy, do material recolhido pelas câmaras de 16mm que acompanharam os três astronautas à sua extensa cobertura televisiva, o trabalho de reconstituição — por vezes, ao ínfimo segundo — executado por Todd Douglas Miller suplanta os conceitos básicos do documentário histórico. Na verdade, mesmo que todos saibamos o desfecho e os protagonistas da missão da Apollo 11, permanecerá no espectador o tangível sentimento de novidade.



Nesse âmbito, é obrigatório enfatizar o percurso e a recuperação da metragem em película de 70mm tratada pela produção de APOLLO 11. Armazenadas durante décadas nos cofres do National Archives, em cento e setenta e sete bobines rotuladas de forma insuficiente — nas caixas, "Apollo 11" era o único elemento identificador do seu conteúdo —, o facto de estas imagens nunca terem sido exibidas (com a excepção de breves fragmentos incluídos no documentário MOONWALK ONE) foi, aparentemente, motivado pela impossibilidade técnica, por parte da NASA, de trabalhar em grandes formatos fílmicos.

Não obstante os anos em que esteve votado ao "esquecimento", a preservação desse material provou ser melhor que a ideal. A digitalização de fotogramas em 16mm, 35mm e 70mm, num perfeito estado de conservação, e respectivo tratamento por Todd Douglas Miller e a sua equipa de edição, revela APOLLO 11 não só enquanto puro filme de montagem — fundindo e expandindo os limites do cinéma vérité e do cinema directo enquanto géneros documentais — mas, sobretudo, como (mais uma) pragmática demonstração do poder dos suportes analógicos para a "retenção" da memória da Humanidade.



Fruto do trabalho de arquivo congregado em APOLLO 11, o filme providencia uma interpretação fresca e alternativa de um dos eventos mais importantes do século passado, um absoluto testemunho fílmico de desenvolvimento e progresso científicos, ao mesmo tempo que não sonega o contexto temporal em que as suas imagens foram registadas — isto é, os últimos meses da década de sessenta, quando os sucessos tecnológicos da NASA galvanizaram a psique norte-americana, vincada pela Guerra do Vietname e consequente inquietação social, por segregação racial, pela ausência de igualdade de género (Margaret Hamilton, a única mulher envolvida no projecto Apollo 11, ganha peculiar destaque na montagem de Todd Douglas Miller) e pela esperança em torno do fim da Corrida Espacial.

APOLLO 11 é produto para ser visto em grande ecrã e, nesse aspecto, importa lamentar a impossibilidade (não só no nosso país) de o visualizar nesse contexto. Formatos de exibição à parte, a mensagem e o poder de atracção do filme permanecerão, decisivamente, nos originais analógicos que os sustêm.

[Imagens: National Aeronautics and Space Administration (NASA) / CNN Films / Statement Pictures.]

sexta-feira, 19 de julho de 2019

O Arquivo do Dia #291 — "Dossier Apollo 11": A Lua em 16mm



Se hoje temos a hipótese de observar uma abundante e diversa quantidade de imagens em movimento da primeira viagem à Lua, tal deve-se ao extenso material fotográfico e fílmico a bordo da Apollo 11. Numa configuração tecnológica desenvolvida especificamente para a missão, com a colaboração de marcas como a Kodak ou a Zeiss, a NASA acoplou câmaras de televisão nas estruturas do módulo de comando Columbia e do módulo lunar, ao mesmo tempo que os astronautas transportaram três câmaras Hasselblad 500EL (capazes de fotografar em 70mm) e, em especial, duas câmaras Maurer de filme em 16mm.

É precisamente sobre essas imagens, captadas em película de 16mm e sem som, que o Arquivo de hoje se debruça. Num acontecimento que atestou a versatilidade daquele formato fílmico, os três astronautas da Apollo 11 converteram-se nos históricos operadores de câmara desta "metragem íntima" (abaixo partilhada em formato não editado), reveladora da aterragem na Base da Tranquilidade, do passeio de Neil Armstrong e Buzz Aldrin e, mais tarde, da descolagem do solo lunar.



[Fontes: National Aeronautics and Space Administration (NASA) / Historic Reels].
[Imagem: National Aeronautics and Space Administration (NASA) / RR Auction / Express].

segunda-feira, 15 de julho de 2019

O Arquivo do Dia #287 — "Dossier Apollo 11": Dia de Treino



De todo o planeamento subjacente ao Programa Apollo — e, por inerência, da própria Corrida Espacial —, o treino dos astronautas revelou-se como um dos seus aspectos mais fascinantes mas, paradoxalmente, quase desconhecidos junto do público em geral. Apesar disso, a NASA dedicou extensos esforços em prol do registo visual desses programas de treino, num arquivo de imagens em movimento que atestam a intensa preparação física e psicológica que acompanhou a concretização dos objectivos enunciados, em Maio de mil novecentos e sessenta e um, pelo presidente John F. Kennedy.

As imagens do Arquivo de hoje, captadas em impecável película de 16mm (sem som) e actualmente preservadas pelo National Archives, são bom exemplo disso. Do pequeno-almoço dos três tripulantes da Apollo 11 até à rigorosa série de exercícios subaquáticos no Golfo do México, o filme abaixo publicado permite vislumbrar o quotidiano, técnico e pessoal, de Neil Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin ao longo das semanas que antecederam aquela histórica missão.



[Fontes: National Aeronautics and Space Administration / Lyndon B. Johnson Space Center / National Archives and Records Administration].
[Imagem: National Archives and Records Administration].

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Estreia da Semana: UN COUTEAU DANS LE COEUR



UN COUTEAU DANS LE COEUR, de Yann Gonzalez, rodado em película de 16mm (Kodak Vision3 200T 7213, Vision3 500T 7219, Eastman Double-X 7222, Wittner Chrome 200D) e 35mm (Kodak Vision3 200T 5213, Vision3 500T 5219).

«Film enhances everything — the wardrobe, make-up, skin tones, locations. Digital was never an option on this film, and I really don't agree with spending unnecessary time grading digital material in post production, when you already have the result you want so naturally by shooting on film», Yann Gonzalez.

[Fonte: Kodak].
[Imagem: CG Cinéma / Garidi Films].

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Filmes Restaurados: THE QUEEN (1968, Frank Simon)



Trailer para a versão restaurada de THE QUEEN, filme documental sobre o concurso de drag queens Miss All-American Camp Beauty Pageant, de mil novecentos e sessenta e sete, realizado por Frank Simon.



"As a documentary, crowning the final days of the 1967 Miss All-America Camp Beauty Pageant — judges and other notable names that year included Andy Warhol, Edie Sedgwick, and Mario Montez — it showed gay men being themselves in a verite style of documentation and won attention along the way, screening during the prestigous Cannes Film Festival in France."

Restauro em 4K, pela Kino Lorber, a partir dos negativos originais em 16mm (Kodachrome) do filme.

[Fontes: Kino Lorber / Out].
[Imagem: MDH / Si Litvinoff Film Production / Vineyard / Kino Lorber].

Novidades Analógicas #12: Fury, 'Angels Over Berlin'



Videoclip para Angels Over Berlin, novo single dos californianos Fury. Realizado por Mario Escoto, em película de 16mm (Kodak Double X Black and White).



[Fonte e Imagem: Run For Cover Records].

quarta-feira, 5 de junho de 2019

O Arquivo do Dia #267 — "É na Terra Não É na Lua"



Realizado em mil novecentos e setenta e oito, por António Escudeiro, A ILHA DO CORVO destacava a localidade mais remota do arquipélago dos Açores — vários anos antes de Gonçalo Tocha o fazer no premiado documentário É NA TERRA NÃO É NA LUA —, numa observação ao melhor estilo do cinema-verdade ("sem sumário nem opinião"), na qual a aparente rudeza e a efectiva frugalidade do quotidiano daquela população salientavam um local de centenárias tradições e onde, de modo discreto, os "ventos" da Revolução de Abril já se faziam sentir.

Privado de qualquer narração e filmado em esplêndido 16mm, concedendo inteiro protagonismo à sabedoria popular, aos rostos dos corvinos e à "eloquência" das imagens em movimento, eis um registo de pura etnografia, que revela o estilo de vida, praticamente apartado de influências da industrialização e em permanente dependência da natureza, na pequena ilha onde a Europa encontra um dos seus pontos mais ocidentais.



[Fontes: Centro Português de Cinema / Fundação Calouste Gulbenkian / senhoritaspencer].
[Imagem: Centro Português de Cinema / Fundação Calouste Gulbenkian].

domingo, 2 de junho de 2019

Novidades Analógicas #11: The Fast Camels, Full of Strange



Videoclip para Full of Strange, novo single dos escoceses The Fast Camels. Realizado por Grant McPhee, o autor de TEENAGE SUPERSTARS (exibido em dois mil e dezassete pelo IndieLisboa), em película de 16mm (Kodak).



[Fonte e Imagem: The Fast Camels].

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Novidades Analógicas #11: HALFNOISE, Who Could You Be



Videoclip para Who Could You Be, novo single dos norte-americanos HALFNOISE. Realizado em película de 16mm (Kodak).



Realização: Zac Farro
Direcção de Fotografia: Nyk Allen

[Fontes e Imagem: Congrats Records / Live Nation Video Network].



domingo, 5 de maio de 2019

Novidades Analógicas #10: IndieLisboa 2019



Com a décima sexta edição do IndieLisboa a decorrer, o Síndroma do Vinagre regressa a uma das suas divagações predilectas: a análise da programação do Festival tendo como ponto de partida os títulos que foram rodados, inteira ou parcialmente, em formatos analógicos, assim como aqueles que elegeram as imagens de arquivo e o estilo found footage para matéria-prima de trabalho.

Para a edição de dois mil e dezanove, o IndieLisboa propõe vinte filmes, constantes dos "lotes" a concurso e nas várias secções não-competitivas, sendo de destacar — e conforme a informação veiculada no catálogo do Festival — que, no que toca a projecção, apenas um filme tem suporte em película: A CASA, A VERDADEIRA E A SEGUINTE, AINDA ESTÁ POR FAZER, curta-metragem realizada por Sílvia das Fadas, que será exibido em "glorioso 16mm".



Competição Internacional

Competição Nacional

Silvestre



Herói Independente — "Brasil em Transe"
  • MAGALHÃES (Lucas Lazarini) — Documentário composto por imagens de arquivo

Director's Cut

[Fonte: Catálogo IndieLisboa 2019].
[Imagens: IndieLisboa — Associação Cultural / Sílvia das Fadas / Vitrine Filmes].

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Novidades Analógicas #9: Aly & AJ, Church



Videoclip para Church, novo single do duo norte-americano Aly & AJ. Realizado por Alex Ross Perry, em película de 16mm (Kodak).



[Fontes: Aly & AJ Music / Limited Liability Company / Kobalt (AWAL Digital Limited)].
[Imagem: Stephen Ringer / Billboard].

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Estreia da Semana: DIAMANTINO



DIAMANTINO, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, rodado em película de 16mm (Kodak Vision3 500T 7219).

«Shooting on richly textured 16mm celluloid, the directors continue to cut analog beauty with striking digital detritus gathered from all corners of the pop-culture landscape.», Jordan Cronk, para a Film Comment.

[Fonte: Film Comment].
[Imagem: Maria & Mayer / Les Films du Bélier / Syndrome Films / Filmes do Tejo].