Mostrar mensagens com a etiqueta Universal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Universal. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Uma Nova Vida Para o "Vídeo Musical"



A Universal Music Group e o YouTube Music anunciaram uma parceria para o restauro e digitalização de mais de mil videoclips, numa iniciativa que permitirá adaptar esses trabalhos — de artistas como Billy Idol, Janet Jackson, Nirvana, Spice Girls, Lady Gaga, Tom Petty, Boyz II Men ou Lionel Richie — para os moldes, exigências e alta definição da difusão audiovisual contemporânea.

Todos os detalhes, e exemplos do resultado final dessa remasterização, para ler na íntegra via The New York Times.

[Fonte e Imagem: Universal Music GroupCredit / The New York Times].

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O Arquivo do Dia #190 — A Mona Lisa em Washington



A 8 de Janeiro de 1963, a National Gallery of Art inaugura a exibição da Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, em Washington. Após uma breve apresentação do quadro no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, a chegada da Mona Lisa à capital americana contou com a presença do casal Kennedy, num momento captado pelas câmaras da Universal International News.

Tão fascinante quanto o glamour da cerimónia ou os procedimentos de segurança em torno do quadro que hoje se relevam, é a própria história da viagem empreendida pelo "sorriso mais famoso do Mundo" aos Estados Unidos: uma iniciativa da Primeira-dama Jacqueline Kennedy, que persuadiu o então Ministro da Cultura de França, André Malraux, e enfrentou as ferozes objecções de responsáveis artísticos sobre a viabilidade daquela expedição, permitindo assim a partilha da Mona Lisa junto do público americano e, nesse processo, concretizando uma admiração ímpar por uma única obra de arte em toda a História Americana.



[Fontes: The White House Historical Association / Universal Pictures / Jeff Quitney].
[Imagem: History Channel].

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O Arquivo do Dia #182 — The Greatest Game Ever Played



A 28 de Dezembro de 1958, os Baltimore Colts derrotam a equipa dos New York Giants, na final da National Football League (NFL) daquele ano, que se notabilizou por o seu vencedor ter sido decidido, pela primeira vez, por "morte súbita". Perante os mais de 64 mil espectadores que encheram o Yankee Stadium, em Nova Iorque, defrontaram-se a garra e o talento dos célebres Frank Gifford, Raymond Berry e Johnny Unitas, numa partida que ficou para a posteridade como The Greatest Game Ever Played.

Com direito a transmissão televisiva, pela NBC, por todos os Estados Unidos, a final entre os Baltimore Colts e os New York Giants foi decisiva para a consolidação popular do futebol americano, e o brio das duas equipas gerou recordes de performance (tais como as 12 recepções protagonizadas por Raymond Berry) que só seriam batidos cinco décadas depois. Para a memória, ficam os melhores momentos do jogo, registados neste newsreel da Universal International News.



[Fontes: Universal International News / Alexander Street].
[Imagem: Hy Peskin / Sports Illustrated / Getty Images].

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O Arquivo do Dia #88 — Vista do Espaço



A 23 de Agosto de 1966, a sonda espacial Lunar Orbiter 1 capta a primeira imagem da Terra vista a partir da Lua, durante uma missão de 2 meses e 20 dias em órbita do nosso satélite artificial.

Dos arquivos da Universal, resgatamos um boletim noticioso que destaca as principais etapas e funções da Lunar Orbiter 1, com aprazível destaque para o seu mecanismo de gravação de imagens — um acervo fotográfico que se tornou na base do projecto Lunar Orbiter Image Recovery Project, implementando pela NASA em 2007 com o propósito de digitalizar e preservar as quase 1500 fitas analógicas registadas pela sonda espacial.



[Fontes: Universal Pictures / Jeff Quitney].
[Imagem: NASA].

sábado, 2 de junho de 2018

Things We Lost in the Fire



Da actualidade noticiosa que marcou a semana que agora termina, a minha atenção centrou-se, inevitavelmente, nos relatos do incêndio que deflagrou, na passada Segunda-feira, num prédio administrativo e infra-estruturas adjacentes dos Arquivos Nacionais das Filipinas (NAP). Seja pela distância geográfica que nos separa de Manila, ou pela revelação de que o incidente não consumiu, nem afectou, qualquer documento histórico ali alojado, certo é que este incêndio não conheceu particular realce por parte da imprensa internacional. A principal (e, até ver, única) excepção foi este artigo, publicado no site da Interaksyon, que detalha a orgânica da instituição e o património mais relevante que pode ser encontrado no acervo da NAP.

Essa indiferença (para além da dos media, há que acrescentar a ausência de reacções por parte do meio arquivístico) não se justificará apenas pelo contexto geográfico de Manila. À partida, e em jeito de comentário pessoal, não posso hesitar em atribuir uma quanta parte de responsabilidade ao menosprezo das sociedades "contemporâneo-digitais" — quase inconsciente, mas seguramente efectivo — pelo respeito e salvaguarda da memória humana.

Na verdade, o incêndio nos NAP também não pôde deixar de suscitar, neste espaço, uma reflexão em torno do material de índole cultural, singular e insubstituível, que a Humanidade já perdeu para as chamas. Assim como a evocação, numa autêntica "lista de horrores", dos principais incidentes, a nível mundial, deste género em arquivos fílmicos1 e respectivas perdas de títulos cinematográficos.

  • A 4 de Maio de 1897, um incêndio no Bazar de la Charité, em Paris, acidentalmente deflagrado durante a delicada operação de carregamento das reservas de éter de uma máquina de projecção Normandin et Joly, causou a morte de 129 pessoas (na sua maioria, membros da alta sociedade parisiense) e destruiu cópias de L'ARRIVÉE D'UN TRAIN EN GARE DE LA CIOTAT e L'ARROSEUR ARROSÉ, dos irmãos Lumière, que seriam projectadas durante o evento.

  • A 13 de Junho de 1914, uma explosão de grandes proporções nos arquivos da Lubin Manufacturing Company, provocada pela combustão espontânea de filmes em nitrato, destruiu todos os negativos e as cópias originais do catálogo fílmico da empresa. De acordo com testemunhos da época2, entre os filmes irremediavelmente perdidos pelo fogo estavam as únicas cópias de THE GOLDEN GOD (1914, Romaine Fielding) e OUTWITTING DAD (1914, o primeiro filme protagonizado por Oliver Hardy), e os negativos de obras como THE ESCAPE e HOME, SWEET HOME, de D.W. Griffith. Calcula-se que só tenham sobrevivido fragmentos de 29 títulos3 da Lubin Films.

  • A 9 de Julho de 1937, uma explosão num edifício de armazenamento da Fox Film Corporation, em New Jersey, arrasou por completo os 42 cofres que guardavam uma parte substancial de títulos do cinema mudo produzido pela 20th Century Fox até 1932. Contabilizaram-se perdas como a maioria das filmografias de Theda Bara, Tom Mix e Harry Carey, assim como os negativos originais em 35mm de WAY DOWN EAST (1920, D.W. Griffith) e SUNRISE: A SONG OF TWO HUMANS (1927, F.W. Murnau). O incêndio, apelidado pelo historiador Anthony Slide como o "mais devastador da História do Cinema"4, foi um catalisador em prol da adopção de medidas mais rigorosas para a preservação de filmes em nitrato.

  • Em 1967, um incêndio causado por curto-circuito, no cofre 7 dos arquivos da Metro-Goldwyn-Mayer, consumiu todas as bobines em nitrato ali armazenadas. Embora não se tenha propagado para os restantes cofres, o fogo destruiu as únicas cópias de títulos como LONDON AFTER MIDNIGHT (1927, Tod Browning), THE DIVINE WOMAN (1928, Victor Sjöström), SO THIS IS MARRIAGE? (1924, um dos primeiros filmes a exibir sequências em Technicolor) e os negativos originais de séries de animação como TOM AND JERRY.

  • A 30 de Maio de 1978, um incêndio nos arquivos da George Eastman House destruiu os negativos originais de 327 filmes, entre os quais STRIKE UP THE BAND (1940, com Judy Garland e Mickey Rooney).


Os registos de incêndios em arquivos cinematográficos, durante o Século XX, sucedem-se, e nem todos estão temporalmente distantes — basta recordar que o National Film Archive of India5 e os cofres da Universal Pictures6 foram afectados por ocorrências do género em 2003 e 2008, respectivamente.

Se as perdas, do ponto de vista cultural e artístico, são realmente de lamentar, há que defender uma inquietação similar para o investimento material e humano em função de uma inabalável reunião e preservação cinematográficas. Inquietação, dizia, quando a análise do presente que nos rodeia nem sempre se afigura como o mais animador. Numa era em que o cidadão, anónimo e contemporâneo, não parece motivado nem informado para o tema (tal como enunciado no segundo parágrafo deste texto), o panorama é ainda mais preocupante quando se verifica semelhante incúria personificada por organismos institucionais, esses sim com o dever de mais investir na conservação da memória histórica e cultural das suas nações.

A Índia, berço de uma cinematografia exemplarmente característica, só nos últimos anos começou a despertar para a importância da preservação do seu Cinema5, enquanto que em Portugal o debate em torno do financiamento de actividades culturais prossegue sem resolução consensual e satisfatória à vista7.

Inquietemo-nos mais, para que sejam cada vez menos as "coisas" que perdemos para o fogo.

Notas:
1 Uma lista extensiva de incêndios em cofres e arquivos pode ser consultada no site Atlantis Online.
2 Ver The Golden God; Lubin, Las Vegas and Romaine, publicado no site Classic Film Aficionados (consultado a 31 de Maio de 2018).
3 Ver Hollywood in Philadelphia? The Lubin Manufacturing Company collection at Free Library of Philadelphia, publicado no site Philadelphia Area Consortium of Special Collections (consultado a 30 de Maio de 2018).
4 in Nitrate Won't Wait: A History of Film Preservation in the United States, de Anthony Slide (2000, McFarland Classics).
5 ver 14 years after fire destroyed hundreds of films, lessons not yet learnt, publicado no site The Indian Express (consultado a 30 de Maio de 2018).
6 ver Archive prints lost in Universal fire, publicado na Variety (consultado a 30 de Maio de 2018).
7 Por exemplo, o Orçamento do Estado para 2018, enunciado a valorização patrimonial como eixo de actuação, previu apenas um total de 38,5% de contribuições a dividir por todo o sector da "salvaguarda, preservação e valorização do património classificado de interesse cultural". Não foi possível determinar, na legislação publicada, quanto dessa dotação foi alocado ao Arquivo Nacional da Imagem em Movimento (ANIM). De notar, todavia, que o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda pretende levar à discussão, no Parlamento, um projecto-lei que possibilite um reforço do financiamento ao ANIM.

Imagens:
1 National Fire Protection Agency.
2 Incendie du Bazar de la Charité. Le sinistre, pormenor de gravura da autoria de Fortuné Méaulle para o suplemento ilustrado do Petit Journal, publicado a 16 de Maio de 1897.
3 Cartaz promocional da Lubin Films, Motography, publicado a 31 de Maio de 1913.
4 Cofre da 20th Century Fox após o incêndio de 1937, Quarterly of the National Fire Protection Agency.
5 Destaque informativo sobre o incêndio na MGM, The Times Herald Record, publicado a 13 de Março de 1967.
6 Imagem promocional de STRIKE UP THE BAND, Metro-Goldwyn-Mayer.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Cannes Classics 2018



Foi anunciada hoje a programação do Cannes Classics, secção do Festival que acolhe e exibe os trabalhos mais relevantes de restauro cinematográfico dos últimos meses.

Em 2018, para além da sessão comemorativa dos 50 anos de 2001: ODISSEIA NO ESPAÇO e de documentários dedicados ao legado de Alice Guy-Blaché, Orson Welles e Ingmar Bergman, o Festival de Cannes será palco da apresentação de 26 títulos, numa série de obras inteiramente restauradas a partir de originais ou cópias em película.

Da programação do Cannes Classics 2018, o destaque vai para:

  • LADRI DI BICICLETTE (1948, Vittorio De Sica)
  • Restaurado nos laboratórios de L'Immagine Ritrovata.
  • TOKYO STORY (1953, Yasujiro Ozu)
  • Restauro digital em 4K, pela Shochiku Co., a partir de negativo duplicado em 35mm.
  • VERTIGO (1958, Alfred Hitchcock)

    Restauro digital em 4K, pelos Universal Studios, a partir de negativo em formato VistaVision.
  • THE APARTMENT (1960, Billy Wilder)
  • Restauro digital em 4K, pela Cineteca di Bologna, a partir de negativo de câmara original.
  • LA RELIGIEUSE (1965, Jacques Rivette)
  • Restauro digital em 4K, nos laboratórios de L'Immagine Ritrovata, a partir de negativo de câmara original. Restauro sonoro a partir de negativo de som.
  • LA HORA DE LOS HORNOS (1968, Fernando Solanas)
  • Restauro digital em 4K, supervisionado pelo próprio realizador, a partir de negativos originais.
  • JOÃO AND THE KNIFE (1971, George Sluizer)
  • restauro digital em 4K a partir do negativo original 35mm, em Techniscope, filmado por Jan de Bont
  • A ILHA DOS AMORES (1982, Paulo Rocha)

    Restauro digital em 4K, a partir de uma cópia de distribuição de 1982, com wet gate de interpositivos de imagem e som em 35mm tirados num laboratório japonês em 1996.
  • HYÈNES (1992, Djibril Diop Mambety)
  • Restauro digital em 2K com limpeza e correção de cor a partir de negativo original.

O alinhamento completo do Cannes Classics 2018 pode ser consultado na página oficial do Festival.

Imagens:
1 Press release Festival de Cannes 2018.
2 Widescreen Museum.
3 Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Filmes Restaurados: KING OF JAZZ



Trailer para a versão restaurada de KING OF JAZZ (1930, John Murray Anderson).



Restauro em resolução 4K, produzido pela Universal Pictures. Lançamento em Blu-Ray e DVD, anunciado para Março de 2018, editado pela The Criterion Collection.

[Imagem: The New York Times].

sexta-feira, 27 de abril de 2012

100 Anos da Universal Pictures



Major Film Restoration Commitment:

Universal will restore 13 films over the course of the centennial year. The restoration effort includes the following films: All Quiet on the Western Front, The Birds, Buck Privates, Dracula (1931), Dracula Spanish (1931), Frankenstein, Jaws, Schindler's List, Out of Africa, Pillow Talk, Bride of Frankenstein, The Sting and To Kill a Mockingbird.




Sem dúvida, a melhor e mais cinematográfica forma de celebrar um centenário.