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terça-feira, 19 de novembro de 2019

O Arquivo do Dia #332 - José Mário Branco (1942 - 2019)



«Os senhores da guerra
Não matam
Mandam matar
Os senhores da guerra
Não morrem
Mandam morrer

A guerra é p’ra quem
Nunca aprendeu
A semear
É p’ra quem só quer
Mandar matar
Para roubar
»

No dia em que se noticia o seu falecimento, o Arquivo recorda a participação de José Mário Branco, cantautor de temas como FMI, Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Queixa das Almas Jovens Censuradas e Inquietação, no programa O Caso da Semana (desta emissão, os arquivos da RTP também guardam a declaração das suas experiências no exílio, durante o Estado Novo, em França). Aqui, José Mário Branco pôde finalmente interpretar Ronda do Soldadinho, em solo nacional, e sem receios de uma censura que lhe apreendeu vários exemplares deste single. Um tema de evidente crítica à Guerra Colonial, assinado por um dos músicos portugueses de maior relevo das últimas décadas, um homem de trato simples e afável, cuja obra, provavelmente, nunca obteve o reconhecimento popular que merece.



[Fontes: Arquivos RTP / ricardomiguelandrade].
[Imagem: A Capital / IP / Blitz].

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

O Arquivo do Dia #323 — Freitas do Amaral (1941 - 2019)



Professor universitário, político, historiador e romancista, Diogo Freitas do Amaral foi, enquanto fundador do Partido do Centro Democrático Social (hoje CDS-PP), uma das figuras cimeiras da Democracia em Portugal após o 25 de Abril de mil novecentos e setenta e quatro. Eleito deputado à Assembleia da República por diversas vezes, integrou o elenco de Governos Constitucionais e foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa em várias ocasiões. Do seu percurso político, ganhou particular destaque mediático a sua candidatura à Presidência da República nas eleições presidenciais de mil novecentos e oitenta e seis. Paralelamente, Freitas do Amaral publicou uma extensa bibliografia de cariz jurídico e histórico, onde se destacam biografias dedicadas aos reis portugueses da Primeira Dinastia, ensaios sobre o legado político de Francisco Sá Carneiro e obras de referência nas disciplinas do Direito Administrativo e Constitucional.

No dia em que se noticia o falecimento de Diogo Freitas do Amaral, o Arquivo de hoje recorda as suas palavras, perante as câmaras do Noticiário Nacional da RTP (clicar na imagem abaixo para acesso ao vídeo), a propósito da crise governamental de mil novecentos e setenta e oito. Num contexto sócio-económico marcado pela primeira intervenção do FMI em Portugal, de sucessivos governos e vincada instabilidade financeira, Freitas do Amaral revela, nestas declarações, o sentido de estado e responsabilidade civil de um dos líderes políticos que mais contribuiu para a democratização da direita portuguesa no pós-25 de Abril.



[Fonte: Arquivo RTP].
[Imagem: Jornal de Notícias / Global Imagens].

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O Arquivo do Dia #322 — Jessye Norman (1945 - 2019)



Soprano norte-americana, detentora de uma das vozes com maior qualidade e expressividade emocional no ramo, Jessye Norman foi uma das principais estrelas da Metropolitan Opera, em Nova Iorque, tendo sido laureada com cinco Grammy ao longo de uma carreira em que protagonizou a Carmen de Georges Bizet, a Isolda de Richard Wagner, a Donna Elvira de Wolfgang Amadeus Mozart e a Leonore de Ludwig van Beethoven. O crítico de música Edward Rothstein, num artigo publicado no The New York Times em mil novecentos e noventa e dois, comparava a voz de Jessye Norman a "uma grande mansão de som", que continha "quartos iluminados pelo sol, passagens estreitas, salões cavernosos".

No momento em que se noticia o falecimento de Jessye Norman, recordamos a pujança da sua voz e a assumida exuberância étnica que assumia em palco nesta profunda interpretação de Sinner, Please Don't Let This Harvest Pass, um clássico da música folk afro-americana, durante o espectáculo Spirituals in Concert, gravado no Carnegie Hall, em mil novecentos e noventa.



[Fontes: WNET-TV / Opera Buff].
[Imagem: Frans Schellekens / Redferns / Getty Images].

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

O Arquivo do Dia #318 — Luis Ospina (1949 - 2019)



Cineasta e produtor colombiano, Luis Ospina foi um dos fundadores do denominado Grupo de Cali que, juntamente com artistas como Carlos Mayolo e Andrés Caicedo, concebeu uma série de projectos criativos motivados pelo desejo de observar e criticar as profundas transformações sociais e económicas do seu país ao longo dos anos setenta. Através de filmes como a curta-metragem AGARRANDO PUEBLO, PURA SANGRE ou SOPLO DE VIDA, Ospina demonstrou ser um autor que, segundo as palavras de Agnès Wildenstein (a propósito da retrospectiva que o Doclisboa prestou ao realizador há precisamente um ano), "gosta de quebrar as regras, experimentar e explorar as fronteiras entre documentário e ficção, e que olha para o mundo com um sentido de humor irreverente".

No momento em que se noticia o falecimento de Luis Ospina, o Arquivo de hoje recorda esta entrevista, gravada em mil novecentos e setenta e oito pela France 3, onde o cineasta fala sobre AGARRANDO PUEBLO — provavelmente, o seu filme mais aclamado e discutido, que pode ser visualizado on-line —, nomeadamente sobre a crítica aos que produzem Cinema por dinheiro a partir da "miséria dos outros".



[Fontes: France 3 / Doclisboa / INA.fr].
[Imagem: Juan Cristobal Cobo / The City Paper Bogotá].

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

O Arquivo do Dia #311 — Roberto Leal (1951 - 2019)



Natural de Macedo de Cavaleiros mas radicado em São Paulo desde os onze anos de idade, Roberto Leal apresentou-se sempre como um "embaixador da cultura portuguesa" no Brasil, nomeadamente ao longo da década de setenta, quando obteve considerável sucesso popular por temas como Arrebita, Lisboa Antiga, Carimbó Português — que o Arquivo de hoje abaixo relembra — ou Rock Vira. Em Portugal, foi presença assídua em programas televisivos musicais e de entretenimento, sendo, desse modo, um dos rostos mais estimados no seio da cultura popular do nosso país.

No momento em que se assinala o falecimento de Roberto Leal, senhor de uma carreira desenvolvida ao longo de cinquenta anos e com mais de trinta milhões de discos vendidos (mereceu, inclusive, a produção de um documentário sobre a sua vida, realizado em mil novecentos e setenta e nove, com o título MILAGRE — O PODER DA FÉ), recordamos, portanto, a sua presença no programa "Festival de Sucessos", do canal paulista TV Tupi, em mil novecentos e setenta e sete, numa interpretação de Carimbó Português reveladora das origens e influências que Roberto Leal foi beber, constantemente, à música de cariz popular portuguesa.



[Fontes: Rede Tupi de Televisão / Videoteca do Jota].
[Imagem: RGE Discos].

sexta-feira, 26 de julho de 2019

O Arquivo do Dia #297 — Rutger Hauer (1944 - 2019)



Senhor de rosto e olhar internacionalmente aclamados, Rutger Hauer foi um dos principais nomes de culto do cinema norte-americano, sobretudo nos anos oitenta, pela sua (icónica) presença nos elencos de BLADE RUNNER e LADYHAWKE. Natural da Holanda, a representação esteve sempre presente na vida de Rutger Hauer: os seus pais eram actores e, ainda jovem, começou a ter aulas de representação e a integrar grupos amadores de teatro. Parceiro do sucesso dos primeiros filmes de Paul Verhoeven, a estreia de Hauer no cinema norte-americano deu-se com NIGHTHAWKS, no papel de um terrorista, ao lado de Sylvester Stallone. A figura do vilão e do anti-herói foram, aliás, marcantes para o seu apelo popular, numa característica que o actor explorou, tanto no Cinema como na Televisão, em THE OSTERMAN WEEKEND, THE HITCHER, LA LEGGENDA DEL SANTO BEVITORE, BLIND FURY ou SIN CITY.

No momento em que se assinala o seu falecimento, o Arquivo de hoje recorda a indelével ligação de Rutger Hauer a BLADE RUNNER, clássico de ficção-científica realizado por Ridley Scott em mil novecentos e oitenta e dois. Em concreto, esta entrevista de promoção ao filme, conduzida pelo crítico de cinema John C. Tibbetts, para o programa Arts and Entertainment, e inteiramente dominada pelo sentido de humor, intensidade e pragmatismo de Rutger Hauer.



[Fontes: KCTV / Brian Wade Garrison].
[Imagem: The Ladd Company / Warner Bros. / Stanley Bielecki Movie Collection / Getty Images].

domingo, 7 de julho de 2019

O Arquivo do Dia #280 — João Gilberto (1931 - 2019)



Intérprete e compositor brasileiro, cuja influência para a criação e afirmação cultural da bossa nova dispensa quaisquer apresentações, João Gilberto foi, paralelamente com a então revolucionária técnica de gravar com dois microfones (um para a voz, outro para o violão) em simultâneo, detentor de uma sonoridade original e moderna que transportou a música brasileira para o imaginário mundial. Temas como Chega de Saudade, Desafinado, Bim Bom ou Águas de Março tornaram-se em "hinos" da música brasileira.

No momento em que se assinala o seu falecimento, o Arquivo recorda João Gilberto nesta entrevista, concedida em mil novecentos e sessenta e sete e durante uma das suas estadias nos Estados Unidos da América, que não só revela (ao lado de Miúcha Buarque e da filha de ambos, a cantora Bebel Gilberto — uma raridade!) o lado familiar do compositor, como também o trato simples, delicado e prudente do "mestre" João Gilberto.



[Fonte: Miúcha Buarque].
[Imagem: Odeon Records / Tony Stella].

quarta-feira, 26 de junho de 2019

O Arquivo do Dia #279 — Édith Scob (1937 - 2019)



Nome de culto no seio do Cinema e Teatro franceses, a actriz Édith Scob ficou célebre pelas suas colaborações com Georges Franju (por diversas vezes, em LA TÊTE CONTRE LES MURS, THÉRÈSE DESQUEYROUX e, sobretudo, no obrigatório LES YEUX SANS VISAGE), Pedro Costa (CASA DE LAVA), Olivier Assayas (L'HEURE D'ÉTÉ) e, mais recentemente, Leos Carax (HOLY MOTORS, filme que a "redescobriu" junto das gerações mais novas).

No momento em que se noticia o seu falecimento, o Arquivo de hoje recupera a explicação do método de uma actriz pelas próprias palavras de Édith Scob, nesta breve confissão constante do documentário EDITH SCOB, UNE COMÉDIENNE SI ÉTRANGE, realizado em dois mil e três por Bernard Cohn.



[Fontes: Grand Large productions / CinéCinéma / Evasion en Video / L'image et la Memóire / Transmettre le cinéma].
[Imagem: Lumi-Films / Culturopoing].

segunda-feira, 17 de junho de 2019

O Arquivo do Dia #275 — Suzan Pitt (1943 - 2019)



Pintora e realizadora norte-americana, Suzan Pitt notabilizou-se pelo experimentalismo dos seus filmes de animação, num conjunto de obras que, vincadamente, harmonizava uma profunda carga psicológica com o mais hilariante dos surrealismos. Da sua filmografia (que se encontra inteiramente preservada pelo arquivo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas), destacam-se a criatividade e o domínio do filme animado impresso em película, que ficaram patenteados em títulos como WHITNEY COMMERCIAL, ASPARAGUS ou JOY STREET.

No momento em que se assinala o falecimento de Suzan Pitt, o Arquivo recorda a sua obra e visão através do documentário SUZAN PITT — PERSISTENCE OF VISION. Produzido em dois mil e seis, o filme de Blue e Laura Kraning revela-se uma introdução ideal ao processo criativo de um nome que, embora raramente citado em circuitos que não os académicos, deixou marca indelével no campo do cinema experimental dos últimos quarenta anos.



[Fonte e Imagem: Artillery Pictures].

quinta-feira, 13 de junho de 2019

O Arquivo do Dia #272 — Yannick Bellon (1924 - 2019)



Realizadora e argumentista francesa, Yannick Bellon explorou ao pormenor, por intermédio de obras de pendor feminista e provocatório, a condição social da mulher, abordando temáticas como o divórcio (LA FEMME DE JEAN), o cancro da mama (L'AMOUR NU) ou os efeitos da violação numa jovem mulher — em L'AMOUR VIOLÉ, muito possivelmente o seu filme mais célebre. O "eterno feminino" foi, portanto, o coração do Cinema de Yannick Bellon, cujo falecimento, aos noventa e cinco anos de idade, é por estes dias registado pela imprensa cultural.

Para além deste percurso fílmico dramático ao longo das décadas de setenta e oitenta, Yannick Bellon assumiu, também, a realização de diversas séries documentais para a televisão francesa (sobretudo, BIBLIOTHÈQUE DE POCHE, dedicado às principais figuras da literatura francófona), destacando-se, na sua filmografia, LE SOUVENIR D'UN AVENIR, que o Arquivo de hoje partilha. Ao lado de Chris Marker, e a partir dos arquivos fotográficos da sua mãe Denise, Yannick Bellon propõe uma História da França assente no "fascínio da imagem fixa".



[Fontes: Arte France / Les Films de l'Equinoxe / Tis tián].
[Imagem: Serge Mouraret / Alamy].

terça-feira, 4 de junho de 2019

O Arquivo do Dia #266 — Agustina Bessa-Luís (1922 - 2019)



"Eu só queria escrever, entrar no coração das pessoas e beber-lhes o sangue, avançando sempre, criando enredos e fazendo saltar os personagens das páginas. Há pouca gente que perceba que escrever é uma espécie de danação em que às vezes se tem o encontro com Deus."

No momento em que se regista o falecimento de Agustina Bessa-Luís, uma das mais importantes romancistas e poetisas de língua portuguesa desde a segunda metade do Século XX, e cuja obra influenciou cineastas como Manoel de Oliveira, João Botelho ou Rita Azevedo Gomes, o Arquivo recorda a presença da autora de A Sibila, Fanny Owen e Vale Abrãao, no programa Perfil (clicar na imagem abaixo para acesso ao vídeo), rubrica cultural da Rádio e Televisão de Portugal (RTP) apresentada e produzida pelo poeta Alexandre O’Neill.

Neste episódio, emitido pela primeira vez em Novembro de mil novecentos e setenta e nove, a romancista partilha com o espectador a sua visão muito particular sobre o conceito de felicidade humana, no registo elaborado e de optimismo que muito caracterizou a obra literária de Agustina Bessa-Luís.



[Fontes: Arquivos RTP / Expresso].
[Imagem: Adelino Meireles / Global Imagens / Jornal de Notícias].

terça-feira, 14 de maio de 2019

O Arquivo do Dia #254 — Doris Day (1922 - 2019)



No momento em que se noticia o falecimento de Doris Day, actriz e intérprete musical, notabilizada no grande ecrã por THE MAN WHO KNEW TOO MUCH (1956), PILLOW TALK (1959) ou THE BALLAD OF JOSIE (1967) e considerada por diversos autores como a "última representante da Era Dourada de Hollywood", o Arquivo de hoje recorda a sua primeira participação televisiva: como convidada-mistério no popular concurso de variedades What’s My Line — "everybody’s favourite guessing game!" — de Junho de mil novecentos e cinquenta e quatro.

Fiel ao registo que perpetuou no Cinema, a presença de Doris Day naquele concurso, embora breve (a actriz apenas surge em palco a partir dos quinze minutos no vídeo abaixo publicado), contém todos os adjectivos que associamos à sua filmografia: as expressões dominadas pelo sorriso doce e um olhar digno de pueril curiosidade, a capacidade de sobressair (de notar, sobretudo, o modo como responde às questões do painel de What’s My Line) entre os mais padronizados formatos da indústria e a singela atitude de uma das figuras mais populares do Cinema e “cançonetismo” norte-americanos.



[Fonte: CBS].
[Imagem: Arwin Productions / Universal Pictures / Kobal / Rex / Shutterstock / Variety].

segunda-feira, 15 de abril de 2019

O Arquivo do Dia #245 — Bibi Andersson (1935 - 2019)



No momento em que se noticia o falecimento de Bibi Andersson, intérprete de memorável impacto para o Cinema de Ingmar Bergman — nomeadamente, com o seu protagonismo em filmes como SMULTRONSTALLET e PERSONA —, o Arquivo de hoje lembra as suas palavras e memórias nesta breve entrevista, gravada em Maio de 1966 e conduzida por Raymond Thevenin, onde a actriz conversa, principalmente, sobre a experiência de trabalhar às ordens de Bergman.



[Fontes: Office de Radiodiffusion Télévision Française (ORTF) / Ina.fr].
[Imagem: Carlotta Films / Les Inrocks].

sexta-feira, 29 de março de 2019

O Arquivo do Dia #238 — Agnès Varda (1928 - 2019)



Je l'ai fait un peu, je pense, comme certains jeune gens font leur premier roman.

No dia em que se noticia o seu falecimento, o Arquivo recorda a jovem Agnès Varda que, em 1964, para as câmaras da Radiodiffusion-Télévision Française (RTF), confessa a visão, os métodos e as intenções que moveram a realização dos seus primeiros filmes. Em particular, LA POINTE COURTE (1955) e CLÉO DE 5 À 7 (1962), dos quais este documentário televisivo, realizado por Robert Valey, exibe breve excertos.



[Fontes: Radiodiffusion-Télévision Française / Ina.fr].
[Imagem: Agnès Varda / David Bordwell].

terça-feira, 26 de março de 2019

O Arquivo do Dia #236 — Scott Walker (1943 - 2019)



Cantor e compositor norte-americano, Scott Walker evidenciou-se tanto por uma incessante reinvenção criativa, como pela reclusão que elegeu para estilo de vida. De ícone pop e juvenil nos anos 60 ao lado dos Walker Brothers, assumindo funções de produtor em álbuns dos Pulp ou de Ute Lemper na década de 90, e culminando nas sonoridades experimentais que caracterizaram os seus trabalhos mais recentes, Walker foi, ainda, o discreto responsável pelas bandas sonoras de filmes como POLA X (1999, Leos Carax) e THE CHILDHOOD OF A LEADER (2015, Brady Corbet).

No momento em que se noticia o seu falecimento, o Arquivo do Dia recorda a aparição de Scott Walker no programa televisivo de Dusty Springfield, gravado em 1967 para a BBC, onde interpreta, na inconfundível voz de barítono que o fez sobressair entre os seus pares, os clássicos Mathilde e When Joanna Loved Me.



[Fontes: British Broadcasting Corporation (BBC) / wasaexpress].
[Imagem: Dezo Hoffman / REX / Shutterstock / Rolling Stone].

sexta-feira, 1 de março de 2019

O Arquivo do Dia #224 — André Previn (1929 - 2019)



Pianista e compositor de origem germânica, André Previn foi protagonista de uma extensa e variada produção musical. Autor de inúmeras partituras para Cinema (foi vencedor de quatro Oscars, num total de onze nomeações) e Televisão, Prévin assumiu também uma carreira enquanto maestro, tendo estado à frente de interpretações orquestrais de peças de Rachmaninoff, Ravel, Mendelssohn, Debussy ou Gershwin.

No momento em que se noticia o seu falecimento, o Arquivo do Dia recorda a participação de André Previn, no especial de Natal do popular programa de variedades The Morecambe & Wise Show, exibido pela BBC em 1971, durante a qual o compositor não só atesta o seu talento como virtuoso pianista, como se revela um eficaz entertainer.



[Fontes: BBC / Jonathan Crossfield].
[Imagens: Pittsburgh Post-Gazette / Associated Press / NBC News].

sábado, 9 de fevereiro de 2019

O Arquivo do Dia #213 — Albert Finney (1936 - 2019)



«My job is acting.»

No momento em que se noticia o falecimento de Albert Finney, versátil intérprete britânico e popularizado pelas suas presenças em títulos como TOM JONES (1963), MURDER ON THE ORIENT EXPRESS (1974), UNDER THE VOLCANO (1984), MILLER'S CROSSING (1990) ou ERIN BROCKOVICH (2000), o Arquivo do Dia recorda o actor numa entrevista, concedida em Maio de 1977 à então Antenne 2 (hoje France 2), a propósito da sua chegada a Cannes para a exibição de THE DUELLISTS no Festival daquele ano.

Num francês impecável, Finney discorre sobre o seu papel no filme de Ridley Scott, o râguebi da sua juventude, a importância de representar Shakespeare e os mistérios que o futuro lhe reservava.



[Fontes: France Télévisions / INA.fr.]
[Imagem: Fox Photos/ Hulton Archive / Getty Images.]

sábado, 26 de janeiro de 2019

O Arquivo do Dia #201 — Michel Legrand (1932 - 2019)



CLÉO DE 5 À 7 (1961), LA BAIE DES ANGES (1962), LES PARAPLUIES DE CHERBOURG (1964), QUI ÊTES-VOUS, POLLY MAGGOO? (1966), THE THOMAS CROWN AFFAIR (1968), F FOR FAKE (1974), ATLANTIC CITY (1980) e THE OTHER SIDE OF THE WIND (2018): para além do especial estatuto que detêm na História do Cinema dos últimos 50 anos, estes títulos partilharam, também, a composição musical de Michel Legrand. Compositor e pianista francês, autor multipremiado (três Oscars e cinco Grammy) de bandas sonoras, Legrand distinguiu-se, no panorama europeu, pelo ecleticismo da sua obra, abordando géneros tão díspares como a música clássica, o jazz, a bossa nova ou o musical de variedades.

No dia em que se noticia o falecimento de Michel Legrand, o Arquivo do Dia recorda este especial informativo de Fevereiro de 1964, produzido para o programa Cinépanorama da Radiodiffusion-télévision française (RTF), onde Legrand e o realizador Jacques Demy, a propósito de LES PARAPLUIES DE CHERBOURG, partilham comentários e pontos de vista sobre a relação entre música e Cinema, numa emissão inevitavelmente sublinhada pelo talento melódico de Michel Legrand.



[Fonte: RTF / Curtis Hayden.]
[Imagem: France Culture.]

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O Arquivo do Dia #199 — Jonas Mekas (1922 - 2019)



«I live, therefore I make films. I make film, therefore I live. Life. Movement. I make home movies, therefore I live. I live, therefore I make home movies.»

Cineasta e poeta lituano, considerado o "padrinho do cinema avant-garde americano", Jonas Mekas distinguiu-se não só pela longevidade do seu percurso artístico (trabalhou sempre até aos seus 96 anos, tornando-se, assim, num dos realizadores mais velhos em actividade), como pelo impacto que filmes como THE BRIG (1964), WALDEN (1968), LOST, LOST, LOST (1976) ou AS I WAS MOVING AHEAD OCCASIONALLY I SAW BRIEF GLIMPSES OF BEAUTY (2000) exerceram para o desenvolvimento do cinema independente nos Estados Unidos. Paralelamente, foi fundador do Anthology Film Archives (um dos principais centros de preservação de filmes experimentais e de vanguarda), impulsionou o lançamento da revista Film Culture e somou colaborações com nomes como Andy Warhol, John Lennon, Salvador Dalí e Allen Ginsberg.

No dia em que se noticia o falecimento de Jonas Mekas, o Arquivo do Dia recorda dois momentos em que o cineasta disserta sobre as diversas formas de expressão artística e, em particular, as do cinema experimental: um excerto da conversa do realizador com Robert Gardner em 1981, para a série Screening Room, e uma entrevista, por autor(es) desconhecido(s), levada a cabo em 1985 (clicar na segunda imagem para acesso ao vídeo).





[Fontes: WCVB Boston / docued / jordi torrent].
[Imagem: Michel Delsol / Getty Images.

domingo, 25 de novembro de 2018

O Arquivo do Dia #159 — Nicolas Roeg (1928 – 2018)



God laughs at people who make plans. If one does too much planning, you're not seeing the gold beneath your feet.

Cineasta inglês, que começou como assistente de fotografia para David Lean e Roger Corman, Nicolas Roeg conquistou o estatuto de realizador eclético, provocador e dono de um estilo visual muito próprio, sobretudo nos anos 70 e 80, por títulos como PERFORMANCE (1970), WALKABOUT (1971), DON'T LOOK NOW (1973), THE MAN WHO FELL TO EARTH (1976), BAD TIMING (1980) e INSIGNIFICANCE (1985).

No momento em que se noticia o falecimento de Nicolas Roeg, o Arquivo do Dia recorda a entrevista do realizador conduzida pelo crítico e curador de Cinema Philip Strick, numa emissão gravada na National Film and Television School e transmitida pela BBC em Maio de 1983.



[Fontes: BBC / TaggleElgate].
[Imagem: The Independent].